Fome x Saciedade

Nossa saúde depende de uma série de fatores que estão intimamente ligados a alimentação e atividade física.

Muitas pessoas garantem que têm uma alimentação equilibrada, variada e o mais natural possível, mesmo assim apresentam alguns problemas digestivos. Para que os alimentos sejam absorvidos de forma adequada, é necessária uma boa mastigação. É na boca que alguns alimentos como os amidos, começam a ser digeridos e mesmo aqueles que não têm sua digestão inicial na boca, são preparados para descer pelo tubo digestivo e chegar ao estômago de forma adequada.

Especialistas que estudam a longevidade, dizem que os longevos comem pouco e costumam mastigar umas 30 vezes antes de engolir, até transformar o alimento numa pasta, envolvendo o bolo alimentar com a saliva que irá ajudar a futura ação das enzimas que ajudam na digestão. Mas será que nossa mastigação é conveniente? 

A maioria das pessoas, vive hoje de uma maneira tão apressada que a alimentação é cumprida por mera obrigação, sem prazer ou calma. Muitas dessas pessoas sofrem de ansiedade, o que pode gerar um desejo por alimento que não diz respeito a fome.

No hipotálamo, temos o controle da fome e da saciedade. São mais mecanismos que o nosso organismo tem para manter a saúde.

O controle do apetite e da saciedade – a sensação de que já comemos o suficiente – acontece no cérebro e independe da nossa vontade. (O impulso da fome é tão forte quanto o da sede).

  • O termo fome significa um desejo de alimento que está associado a várias sensações objetivas. Numa pessoa que está sem alimento há várias horas, por exemplo, o estômago apresenta intensas contrações rítmicas denominadas contrações de fome. Essas contrações podem causar dores e a pessoa fica mais tensa e inquieta que o habitual. Pode ter dores de cabeça, tonturas,etc.
  • A saciedade é o oposto de fome. Significa uma sensação de realização na busca de alimento. A saciedade decorre em geral de uma refeição satisfatória, especialmente quando as reservas nutricionais da pessoa, o tecido adiposo e as reservas de glicogênio já estão satisfeitas.

        A ingestão de alimento é regulada não somente com base em cada refeição, mas também de uma forma, que geralmente mantém o peso num determinado ponto físico.  Parece que muitos fatores estão envolvidos na regulação do apetite e muito desse processo ainda tem que ser estudado. Contudo, o envolvimento do hipotálamo é evidente.

“Escala de fome”

Você sabe identificar sua fome? Antes de saciá-la é preciso reconhecer o nível de sua necessidade alimentar.

• Faminto: é uma sensação de vazio enorme, que pode vir acompanhada de dores de cabeça por conta da baixa nos níveis de açúcar no sangue. Nesse nível, o risco de perder o controle do que se come é grande.

• Com fome: você está pensando na próxima refeição. Se essa sensação passar de 1 hora você pode se tornar “faminto”.

• Fome moderada: seu estômago pode estar roncando, mas nada assustador. Então você começa a planejar como combater essa sensação. É a hora exata para comer algo.

• Satisfeito: você não está com fome, mas também não está com o estômago pesado. A sensação é confortável e é possível esperar mais um pouco antes de pensar em comer novamente.

• Repleto: você provavelmente está comendo, então esse é o momento inversamente proporcional à fome. Um pouco mais e o prazer em saborear os alimentos vai se transformar em uma obrigação para “limpar o prato”. Hora de parar!

• Estufado: você comeu demais e já se sente incomodado. A sensação de “inchaço” está presente. É possível que você sinta até mesmo uma queimação no esôfago, sinal de que o ácido estomacal está sendo forçado para fora. Cuidado: essa sensação é o sinal de que você exagerou. Além de fazer mal para seu organismo é a indicação de que você comeu demais e que seu consumo calórico foi, provavelmente, muito acima da sua necessidade.

Estudos comprovam que com 20 minutos aproximadamente, de alimentação, o centro da saciedade se manifesta. Portanto, quem come rápido tem uma possibilidade muito maior de comer mais, de ingerir uma quantidade maior de alimentos. Para que isso não aconteça, é necessário que se leve em consideração algumas dicas:

  • Não fique muitas horas sem se alimentar, pois quando for comer a voracidade por alimentos é muito maior;
  • Alimente-se a intervalos regulares de 3 horas. Dessa forma, seu organismo não entra em alerta por falta de energia e necessidade por alimento, mas mantém-se estável.
  • Estabeleça um horário para a refeição e respeite esse horário;
  • Coma devagar e sem pressa saboreando os alimentos;
  • Mastigue bem e não engula antes que os alimentos estejam bem triturados
  • Não saia da mesa empanturrado, mas saciado sem estar pesado e desconfortável.

Experimente fazer isso e veja os resultados. Verifique como seu organismo ficará alimentado com uma menor quantidade de alimento e você se sentirá bem mais disposto do que quando come rápido e muito.

Obs.: Lembre-se que a escolha dos alimentos também influencia o seu bem estar.

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