Ácido fólico uma vitamina de impacto

 

Apesar de diversos estudos científicos terem demonstrado que o ácido fólico (também conhecido por vitamina B9 ou folato), possui efeitos benéficos na prevenção de diferentes tipos de câncer, outros estudos sugerem que a sua suplementação pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença e acelerar a progressão tumoral.

O aumento do desenvolvimento do câncer está relacionado principalmente quando o ácido fólico é administrado em concentrações elevadas (> 800 µg) quando já existe a presença de lesões pré-neoplásicas. O ácido fólico desempenha um papel essencial na modulação da carcinogênese, pois está envolvido diretamente na síntese do DNA (ácido desoxirribonucléico) e em eventos epigenéticos, como na metilação do DNA (processo que regula a expressão de genes).

A suplementação do ácido fólico, isolado ou em multivitamínicos, e a ingestão de alimentos fortificados podem levar a um consumo elevado desta vitamina. Assim, o excesso de ácido fólico em pacientes com câncer pode servir como um nutriente adicional para o crescimento do tumor, ou seja, haverá disponibilidade abundante de vitamina para facilitar a proliferação de células de rápida divisão, sendo esta uma característica da maioria dos tecidos displásicos (pré-cancerosa) e malignos (cancerígena). Por outro lado, na maioria das circunstâncias envolvendo indivíduos saudáveis, a disponibilidade adequada de ácido fólico parece assumir o papel de um agente de proteção do câncer, provavelmente por aumentar a estabilidade genética. Portanto, existem cada vez mais indícios de que o ácido fólico apresenta ações paradoxais no desenvolvimento do câncer, que dependerá da dose, tempo e do momento da suplementação (sem a presença de lesões pré-neoplásicas).

A suplementação só é indicada em casos específicos como foi observado em alguns estudos. O efeito da suplementação de ácido fólico foi avaliado em quase 5.500 gestantes. Nesse estudo, o uso de suplemento vitamínico contendo 0,8 mg de ácido fólico reduziu a ocorrência de nascimentos de bebês com má formação do tubo neural, bem como do trato urinário e do sistema cardiovascular, além de diminuir os sintomas de enjôos, náuseas e vômitos durante o primeiro trimestre de gravidez. Observou-se ainda menor incidência de partos prematuros e melhor qualidade do leite materno.

O papel do ácido fólico no desenvolvimento de tumores preexistentes é relevante ao ponto de se utilizarem drogas anti-folatos como agentes quimioterápicos, como o metotrexato. Esse efeito promotor do desenvolvimento tumoral pode estar associado ao seu papel na produção e manutenção de novas células em geral, sugerindo uma possível participação do ácido fólico na produção de novas células tumorais.

Uma boa alimentação, rica em frutas e vegetais, garantem a nossa necessidade dessa vitamina. Por tudo isso, volto a dizer que nenhuma suplementação deve ser feita sem uma orientação profissional cuidadosa.

Fonte: Nutritl

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