“Meu filho não quer comer”

 

Essa é uma frase bastante comum entre as mamães que vão aos consultórios, ou mesmo em conversas comuns. Essa preocupação tira realmente o sossego de muitos pais. Mas qual é a causa? Porque essa queixa é tão frequente? 

 Primeiramente é  necessário que se avalie o comportamento da criança:

  • Ela se mostra animada?
  • Brinca e se interessa por brinquedos?
  • Está com boa aparência e se mostra esperta?

Muito provavelmente, se a resposta foi sim as 3 perguntas, seu filho não tem nada demais. Sempre a primeira atitude é procurar o pediatra e confirmar as condições de saúde da criança. Tudo bem? Então é hora de relaxar e agir de forma tranquila e consciente.

Alimentação Infantil

No primeiro ano de vida, o desenvolvimento infantil é espantoso. O bebê ganha peso e centímetros a cada mês. Perde roupas, sapatinhos, aumenta com rapidez o tamanho das fraldas. Sua necessidade nutricional precisa ser atendida para que corresponda adequadamente a essas exigências.

Para que a criança cresça saudável e tenha bons hábitos alimentares, é necessário começar desde cedo. As crianças não nascem sabendo o que comer, elas aprendem em casa.

  As orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde) são claras e observá-las é interessante para garantir a saúde de seu bebê.

Esquema para introdução dos alimentos complementares

 

Faixa etária                                     Tipo de alimento

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Até 6º mês                                          Leite materno

6º mês                                         Leite materno, papa de frutas

6º ao 7º mês                             Primeira papa salgada, ovo, suco de frutas

7º ao 8º mês                                     Segunda papa salgada

9º ao 11º mês                      Gradativamente passar para a comida da família

12º mês                                                  Comida da família

O leite materno é suficiente para o bebê até os 6 meses de idade. Nem água é necessário dar a criança porque o leite materno supre também essa necessidade. (Salvo situações especiais).

A partir daí é que as mães ou cuidadores precisam estar atentos para que essa criança tenha uma alimentação variada e completa em nutrientes necessários a sua faixa etária.

É muito importante que a mãe siga esse “calendário” de introdução de novos alimentos. Quanto mais adiado, maior é a rejeição. Mesmo que a criança comece estranhando e rejeitando os sabores, insista e reapresente-os, porque em algum momento ele vai aceitar. Educar, assim como formar hábitos alimentares saudáveis é um ato de amor e paciência.

A papa de frutas vai suprí-lo de vitaminas e minerais e acostumá-lo a outras consistências e sabores. O leite materno continuará a ser dado porém, não mais como única fonte de sua nutrição.

E assim vai prosseguir com a apresentação da papa de salgada e dos outros alimentos. É fundamental que a mãe não adie a nova alimentação, pois isso vai ajudar a definir e aprimorar o paladar do seu filho.

Depois dos 2 ou 3 anos de idade, o crescimento já não é tão acelerado, as necessidades nutricionais têm um decréscimo e o ganho de peso também. Consequentemente, o apetite também diminui e é nessa fase que as mães costumam apresentar a queixa em relação ao apetite dos filhos.

Isso pode acarretar diagnósticos errados e essa ansiedade pode pressionar o médico para um receituário de estimulante do apetite, totalmente desnecessário.

Nessa fase é importante que a mãe não ceda substituindo alimentação por guloseimas ou outros alimentos tipo fast food (hamburgers, miojo, etc). Jamais castigue ou premie a criança porque ela comeu ou não. A alimentação é um ato natural de suprimento e não de tortura ou de premiação. Retire o prato diante da recusa e depois, mais tarde, reapresente. Se houver a substituição por outro alimento do agrado da criança, como iogurtes, danoninhos ou guloseimas, isso se tornará um motivo para que ela consiga comer somente o que for da sua vontade infantil e aí os hábitos alimentares poderão ser deturpados.

Sabemos que no mundo moderno o tempo é escasso e as facilidades são muitas. São os congelados, os alimentos pré-prontos, os instantâneos, etc.  Mas vale a pena investir na alimentação saudável, menos industrializada e mais natural possível pois ela vai aumentar muito as chances de uma vida com qualidade.

Há muitas dicas nesse site para que você possa se informar sobre a alimentação das crianças e da família. Navegue e descubra muitas dicas.

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