Ingestão de leite pela mãe influi no peso do bebê

Mais uma pesquisa com mulheres dinamarquesas grávidas que participaram de um grande estudo de coorte entre 1997 e 2002 foram selecionadas agora para uma análise específica do peso ao nascer de seus bebês confrontado com a quantidade de leite de vaca ingerida na gravidez. O trabalho envolveu a tomada de recordatórios alimentares de 50.117 gestantes e dos dados de seus filhos, excluindo-se gêmeos ou segundo filho. A média geral de ingestão foi de 3,1 +- 2 copos de leite ao dia, mas observou-se que, no grupo que consumia 4 a 5 copos ao dia, o peso ao nascer foi de cerca de 100 gsuperior.

Um achado importante do trabalho é que o risco de nascer com baixo peso (“pequeno para a idade gestacional”) diminuiu conforme aumentou a ingestão de leite pela mãe durante a gravidez. Em compensação, as mulheres que tomavam mais de seis copos ao dia tinham risco aumentado de (em 59%) de terem bebês grandes demais para a idade gestacional, quando comparadas com aquelas que não tomavam leite. A ingestão de leite pela mãe durante a gravidez se associou com redução de risco de peso baixo ao nascer, aumento do risco de peso alto, aumento no peso médio ao nascer, da circunferência abdominal, peso da placenta, altura (comprimento) do bebê e na circunferência do crânio ajustada para idade.

A respeito das razões para o achado, os autores comentam: “Muitos fatores contribuem para o crescimento fetal. O cálcio é uma possibilidade. Mas nossa observação sugere que a proteína, e não a gordura do leite estava relacionada com o crescimento. A proteína do leite associou-se com o peso ao nascer, enquanto a proteína de outras fontes, não-lácteas, não se associou, o que aponta para a proteína específica do leite como fator causal.” E vão além: “Esse achado é compatível com a possibilidade de que hormônios peptídicos como o IGF-I, um determinante da velocidade de crescimento em crianças, sejam o fator causal. Isso nos faz lançar a hipótese de que substâncias solúveis em água presentes no leite promovam o crescimento fetal”.

Os pesquisadores alertam, ao mesmo tempo, para o fato de que a ingestão de leite não se associou somente com a diminuição do risco de nascer com baixo peso, mas também com o aumento do risco de nascer grande, e que o crescimento acelerado pode ser fator de risco para obesidade, câncer de mama e redução da longevidade. “Mais pesquisa é necessária para identificar os fatores causais no leite de vaca e examinar se o possível efeito estimulante do crescimento no leite de vaca é benéfico ou deletério para a saúde do feto no curto prazo também”.
Fonte: Patricia Logull

Mas lembre-se: o importante na gravidez é o acompanhamento de profissionais competentes que irão suprir adequadamente e em segurança as necessidades do bebê e da mãe. Não faça nada sem a aprovação de seu médico. Para acompanhamento nutricional, busque uma nutricionista.

Referência(s)

Olsen SF, Halldorsson TI, Willett WC, Knudsen VK, Gillman MW, Mikkelsen TB, et al. Milk consumption during pregnancy is associated with increased infant size at birth: prospective cohort study. Am J Clin Nutr. 2007;86(4):1104-10.

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