Alimentos e Tecnologia

Muitos avanços tem se observado no mundo moderno e a vida “mais longa” do ser humano, se deve a esses avanços.

Para tornar a vida mais prática, onde o tempo parece cada vez mais escasso, a tecnologia vem ajudando e muito, exercendo grande influência na indústria de alimentos. Essas facilidades nos trazem desde as refeições “quase prontas” para consumir, até alimentos geneticamente modificados ou enriquecidos de vitaminas, minerais, etc, etc.

Aumentaram a vida útil dos alimentos através dos conservantes, melhoraram sua aparência através dos corantes e outros aditivos, os sabores através de edulcorantes, flavorizantes, sabores artificiais;  os alimentos já podem ser cozidos em apenas 2 ou 3 minutos; os microondas se tornaram equipamentos indispensáveis, em qualquer cozinha.

Mas como será que tudo isso vem se refletindo em nossa saúde a curto, médio e longo prazo? Onde estão os alimentos naturais, cultivados de forma natural, preparados de forma natural? Eles são raros no mundo moderno em comparação com a multidão dos industrializados. Será que nosso organismo foi criado para tanto produto químico ou artificial?

Mas a ciência, a engenharia de alimentos, a tecnologia de alimentos continua trabalhando “a favor” da saúde humana. Claro que muitas e importantes descobertas têm sido feitas e contribuído para o bem estar do homem.

Achei interessante essa matéria abaixo.

 Alimentos Funcionais: Pesquisadores do ITAL testam bactérias probióticas em néctar de frutas

Alimentos que colaboram para melhorar o metabolismo e previnem problemas de saúde: essa pode ser uma definição para os conhecidos alimentos funcionais, tema de estudo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), órgão da Agência Paulista dos Agronegócios (APTA) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que buscam reconhecer ou melhorar as propriedades dos alimentos.

Os pesquisadores avaliaram a adição de culturas probióticas em néctar de frutas de diversos sabores como acerola, manga, maracujá, uva e goiaba. As bactérias probióticas são microrganismos vivos que, quando consumidos, exercem efeitos benéficos sobre ao corpo, sendo capazes de auxiliar o funcionamento da microbiota natural digestiva.

 “Dentre os sabores de néctar testados, tentamos buscar o que mais se adequava para a manutenção das propriedades dos probióticos ao longo do tempo no alimento, pois a sobrevivência das culturas nos sucos varia de acordo com o sabor e com as linhagens de bactérias utilizadas”, explica a pesquisadora do Centro de Tecnologia de Laticínios do ITAL e uma das responsáveis pela pesquisa, Alcina M. Liserre.

Ela explica que a adição dos probióticos nos sucos industrializados seria uma maneira interessante de agregar valor funcional aos produtos. Para isso, Alcina conta que o grupo de estudo utilizou a técnica de microencapsulação, que consistiu no revestimento de dois tipos de bactérias probióticas em minúsculas cápsulas.

O objetivo da microencapsulação foi impedir que as bactérias entrassem em contato com o produto que é naturalmente ácido. Os néctares foram preparados na planta piloto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Hortifrutícolas (FRUTHOTEC), e, após a pasteurização, as culturas probióticas encapsuladas foram incorporadas nas garrafas para o armazenamento.

As análises foram realizadas periodicamente após 1, 5 e 15 dias. “Observamos as amostras visualmente e também realizamos análises microbiológicas para averiguar possíveis bolores e outras alterações no néctar”, diz Alcina. Como resultado, o grupo observou que o néctar de acerola foi considerado o mais adequado para receber as culturas de probióticos, já que não apresentou problemas como ocorrência de grumos, o que pode vir a prejudicar o aspecto da bebida. Além disso, foi percebido que umas das bactérias utilizadas (Bifidobacterium animalis) apresentou melhor sobrevivência na bebida. “A acerola foi selecionada como o sabor mais apropriado para veiculação de culturas probióticas, já que nesse produto obteve-se maior sobrevivência da cultura durante a estocagem”, finaliza Alcina. Assessoria de Imprensa do ITAL Cleide Elizeu – Jornalista

Só para lembrar, as bactérias probióticas estão em alimentos como coalhadas, iogurtes e leites fermentados.

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