O efeito imunológico do probiótico protege da gripe?

O inverno está chegando e o friozinho junto. Apesar de grandes avanços na área da saúde, infecções virais comuns como o resfriado ou gripe (vírus influenza), continuam gerando consideráveis gastos públicos, queda de produtividade e altos custos médicos.

Microorganismos probióticos exercem efeitos benéficos no sistema imunológico de humanos e nós já falamos aqui sobre sua influência em nosso sistema imunológico e trato gastrintestinal.

Uma das primeiras evidências de que probióticos pudessem exercer efeitos benéficos em infecções do trato respiratório foram verificadas em camundongos, em estudo realizado em 1999. A administração oral de Bifidubacterium breve aumentou a produção da imunoglobulina (Ig G) antiinfluenza e preveniu a infecção pelo vírus influenza nesses animais.

Além das crianças, os idosos são muito suscetíveis a infecções respiratórias. Estudo do Instituto Pasteur da França, duplo-cego, placebo controlado, publicado em 2008, avaliou se o consumo de probióticos poderia melhorar a eficácia da vacina antigripal dessa população. Um total de 86 idosos com idade média de 83 anos, foram randomizados para receber leite fermentado contendo ou não Lactobacillus casei Imunitass durante sete semanas. O consumo do leite fermentado começou após a quatra semana da vacinação. Anticorpos específicos contra três tipos diferentes de cepas virais gripais foram avaliados. No grupo que consumiu leite fermentado com probiótico foi observada maior quantidade de anticorpos contra os três tipos virais. Desta maneira, os autores concluem que, em idosos, o consumo de alimentos lácteos contendo probióticos pode melhorar a resposta do organismo à vacina antigripal.

Em crianças e idosos, com ou sem vacinação antigripal, o uso de probióticos parece auxiliar no combate a gripes e resfriados. E na população geral?

Para responder a essa pergunta, grande estudo (placebo controlado, duplo-cego e randomizado) foi desenvolvido com 479 voluntários saudáveis, homens e mulheres com idade entre 18 e 67 anos, que não tomaram a vacina de gripe. O estudo analisou se o consumo de três probióticos (Lactobacillus gasseri, Bifidobacterium longum SP, B. bifidum MF), durante cinco meses e meio (no período do inverno até a primavera – dezembro a junho), poderia influenciar na gravidade dos sintomas, incidência e duração do resfriado comum.

Os sintomas, duração e dias sem febre durante o episódio de gripe foram significativamente menores no grupo que ingeriu o suplemento com probióticos. As fezes analisadas de todos os indivíduos do estudo indicaram um aumento significativo de lactobacillus e bifidobactérias (no grupo que ingeriu estes microorganismos) após análise de DNA por método Real Time PCR. Os autores concluíram que a ingestão de bactérias probióticas diminui significativamente a duração e gravidade dos episódios de resfriado comum em adultos saudáveis.

Assim, podemos concluir que os probióticos, além de sua atuação benéfica já conhecida no trato gastrintestinal, podem auxiliar o organismo na proteção contra gripes e resfriados comuns, em diferentes populações.
Fonte: Nutrit -Ganep

Como exemplo de probióticos temos os iogurtes, coalhadas e leites fermentados.

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