Emagrecer só não é o bastante

Buscar um nutricionista, seguir todas as prescrições e perder peso, sem dúvida é uma grande conquista. Mas esse processo não termina aí. Existe ainda uma outra etapa a ser vencida, que é evitar a recuperação do peso. 

Os estudos têm mostrado que de cada 10 pessoas que iniciaram o processo de emagrecimento, apenas 3 mantêm o peso alcançado. As outras, ou a mudança foi provocada pela química (como uso de medicamentos como moderadores de apetite),  que controla, de certa forma, a ingestão de alimentos sem reeducar o indivíduo, ou não houve comprometimento real para mudar hábitos alimentares voltando a ingestão excessiva de açúcares, gorduras,etc.

Novos estudos começam a revelar as estratégias com chances reais de sucesso contra a volta ao peso anterior. Nos Estados Unidos, há duas iniciativas importantes: uma mantém sob controle pessoas que emagreceram mais de 20 quilos e se conservam no peso certo cinco anos após a dieta e a outra acompanha indivíduos em processo de emagrecimento. A primeira é o National Weight Registry Control (NWCR), organização criada pelo pesquisador James Hill, da Universidade do Colorado.  Hill lançou o resumo de um estudo sobre os hábitos mais comuns entre esses grupos de controle. Ele descobriu, por exemplo, que 98% não limitam a atividade física à academia ou clube. Eles costumam andar na vizinhança e usam esteira ou bicicleta ergométrica em casa. Outros dados: a maioria não ingere mais de 1.380 calorias por dia, raramente comete excessos alimentares nos finais de semana, preza um bom café da manhã e se pesa uma vez ao dia. Concluiu, através desse estudo, que o desafio para manter o emagrecimento é reformular os hábitos do dia a dia. Na população bem-sucedida, observou que foram necessários cerca de três anos para transformar uma rotina mais saudável em um hábito.

 O outro grande estudo americano em andamento envolve centros clínicos de 16 universidades e foi planejado para durar onze anos e meio. Seu objetivo é interferir na rotina de pessoas que precisam emagrecer para reduzir o risco de diabetes (doença associada à obesidade) e observar quais atitudes estão relacionadas à perda definitiva de peso. Os resultados divulgados este ano, após 48 meses de acompanhamento, soam como novidade para especialistas renomados. O trabalho mostrou que ir a consultas regularmente, do segundo ao quarto ano de tratamento, influencia muito a manutenção do peso. Regularmente quer dizer ir uma vez por mês ou até quinzenalmente ao encontro de um dos membros das equipes que tratam a doença. Outra observação é substituir uma ou mais refeições por suplementos líquidos. Tomados fora de uma dieta controlada, no entanto, podem até levar ao ganho de peso. 

Fonte: ISTO É

O que acontece?

Quando o paciente faz visitas regulares ao profissional que o acompanha, ele tem a oportunidade de ver clinicamente seus progressos, tirar dúvidas, relatar dificuldades para ser ajudado,  fazer modificações necessárias no programa, acompanhar a perda de medidas e ser incentivado, motivado a continuar sua caminhada rumo ao sucesso.

 As visitas são importantes inclusive na fase de manutenção, como mostrou o estudo.  

Um trabalho da Universidade Federal de São Paulo comprovou a importância do emagrecimento progressivo.  A pesquisa orientou a perda de peso de 400 voluntários com idades entre 15 e 19 anos. Com direito a consultas durante um ano e exames, os jovens foram reexaminados 12 meses depois. No princípio, 50% tinham algum grau de gordura infiltrada no fígado. É uma alteração que eleva a chance de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Depois de um ano de dieta, metade dos jovens  ficou livre dos depósitos. Um ano depois da conclusão do programa, porém, sete em cada dez tinham recuperado total ou parcialmente o peso inicial.

Sempre, o importante não é só perder peso ou reduzir medidas, porque qualquer redução orientada (ou não) de calorias proporciona isso, mas manter o peso atingido pós dieta  é que é o centro da questão e que é fundamental para a saúde. Para isso, é necessário bem mais que uma redução calórica. É preciso passar por uma decisão de mudança. É se propor a uma reeducação alimentar que vai garantir não só a sua saúde, como manter um peso adequado. E nesse processo, cada profissional tem os seus métodos. Eu, por exemplo, tenho que conhecer meu paciente, entender suas dificuldades, perceber suas necessidades que vão além da perda de peso, pesquisar seus processos inflamatórios, hábitos de vida, qualidade de sono, hidratação, horários, níveis de ansiedade, etc, etc. Aí sim, é montado um programa adequado, levando em conta todas as informações.

Para se levar um programa de emagrecimento adiante e chegar ao sucesso, o primeiro passo é a decisão, é o estar não só disposto, mas decidido a mudar . Isso envolve comprometimento com ele mesmo, com o seu nutricionista e com o programa prescrito.

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