Adoçantes

  Como o post sobre adoçantes “sumiu” do blog, estou publicando outro.

Os adoçantes artificiais vêm cada vez mais ocupando espaço nas mesas das casas, dos bares, restaurantes, cafés, etc. Não há mais um só estabelecimento comercial que, servindo um cafezinho que seja, não ofereça junto o adoçante. Mas é necessário o conhecimento desses produtos para que se faça a melhor e mais adequada escolha e não mais usar indiscriminadamente pelo gosto ou pela marca.

O mercado de produtos dietéticos está em franca ascensão. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e para Fins Especiais (ABIAD) informam que em 13 anos o mercado brasileiro cresceu 1.875% (mais de 144% ao ano), saltando de US$ 160 milhões em 1991, para US$ 3 bilhões movimentados em 2003. Adoçantes de mesa, refrigerantes e sucos são os produtos mais consumidos. Cerca de 35% dos lares brasileiros consomem algum tipo de produto diet ou light.

Fonte:IDEC

Principais edulcorantes
Aspartame (artificial/não calórico) – É contra-indicado aos portadores de uma deficiência rara, a fenilcetonúria, na qual o organismo é incapaz de metabolizar a fenilalanina, e que pode ser detectada após o nascimento da criança pelo chamado “teste do pezinho”. Por isso, é obrigatória a advertência no rótulo dos alimentos com aspartame, em destaque e em negrito: contém fenilalanina.

Pesquisas científicas atestam a segurança do aspartame, desde que consumido dentro dos limites estabelecidos. Por outro lado, existem outras fontes que o consideram inseguro para a saúde. Recentemente, a European Ramazzini Fundation of Oncology and Environmental Sciences (ERF), instalada na Itália, divulgou um estudo feito com 1.800 ratos mostrando que o aspartame é um agente cancerígeno. Três entidades emitiram notas afirmando que os estudos divulgados não são conclusivos: a européia European Food Safety Authority (EFSA), a norte-americana Food and Drugs Administration (FDA) e a Anvisa.

Ciclamato sódico (artificial/não calórico) – Aprovado em diversos países, inclusive no Brasil, mas não nos Estados Unidos. Uma das suspeitas é que a substância causaria tumores em ratos. Em 1985, novos estudos concluíram que o edulcorante não era cancerígeno, mas os EUA não o libera, baseado em relatos de alterações de pressão sanguínea. O edulcorante seria responsável também por alterações genéticas e por atrofia testicular. Cinqüenta vezes mais doce que a sacarose (açúcar), é contra-indicado para hipertensos e portadores de problemas renais.

Sacarinas (artificial/não calórico) – Sódica ou cálcica, a primeira substância adoçante sintética a ser descoberta (1878), tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose e também não é indicada para hipertensos e doentes renais. Também é suspeita de provocar câncer e quase foi proibida para uso nos EUA em 1977.

Acessulfame-k (artificial/não calórico) – Adoça 200 vezes mais que a sacarose e é igualmente desaconselhável para hipertensos e portadores de doenças renais.

Sucralose (artificial/não calórico) – Esse adoçante possui um sabor agradável e não tem contra-indicações. A Sucralose é derivada do açúcar e resulta de um processo patenteado de fabricação em múltiplos estágios que substitui seletivamente três grupos hidroxilos da molécula de açúcar por três átomos de cloro. O cloro está presente naturalmente em muitos dos alimentos e bebidas que consumimos todo dia e tem um papel importante em muitos processos biológicos e na própria natureza. A presença do cloro na Sucralose produz um adoçante sem nenhuma caloria, mas 600 vezes mais doce do que o açúcar. A Sucralose tem o sabor do açúcar e não deixa nenhum gosto residual desagradável. Além disso pode ser usada em praticamente qualquer aplicação onde o açúcar é normalmente usado, inclusive nos alimentos cozidos ou assados em casa. A Sucralose não é utilizada como fonte de energia pelo corpo porque ela não é decomposta como a sacarose (açúcar). Ela passa pelo organismo rápidamente e praticamente sem mudança. A Sucralose já foi testada amplamente em mais de 100 estudos conduzidos durante um período de 20 anos e demonstrou ser um ingrediente seguro e surpreendentemente inerte. Ela pode ser usada por todas as pessoas, inclusive mulheres grávidas e lactantes e crianças de todas as idades. A Sucralose também beneficia os indivíduos diabéticos pois as pesquisas mostram que ela não tem nenhum efeito sobre o metabolismo dos carboidratos, o controle da glicose a curto ou longo prazo ou a secreção de insulina. (http://sucralose-brasil.org/facts/brochure.asp

Steviosídeo (natural/não calórico) –É a melhor opção, assim como a sucralose para quem deseja manter a dieta. É extraído da planta Stevia Rebaudiana, originária da fronteira do Brasil com o Paraguai. Não possui contra-indicações, mas no final dos anos 1960, a Universidade da República (Montevidéu, Uruguai) e a Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) comprovaram que quinze gramas da folha seca em trezentos milímetros cúbicos de água compreende a dose diária que impede a ovulação, porém, ao se suspender o uso do chá por dez dias, a mulher poderá engravidar normalmente. Não há conclusão firmada nesses estudos em outros centros de pesquisa. Seu poder adoçante é 300 vezes maior do que a sacarose.

Lactose (natural/calórico) – Carboidrato extraído do leite, é bastante utilizado como diluente nos adoçantes líquidos ou como veículo nos adoçantes em pó. Pessoas com intolerância à lactose devem evitá-lo, mas ele não oferece riscos a diabéticos.

Frutose (natural/calórico) – Extraído do açúcar das frutas, de alguns vegetais e do mel, pode ser consumido por diabéticos, sob orientação médica, mas é desaconselhado para regimes de emagrecimento por ser calórico. O consumo em excesso pode elevar os triglicérides e dificultar a absorção do cobre, importante na síntese da hemoglobina.

Sorbitol (natural/calórico) – Tem o poder de adoçar igual ao da sacarose e se transforma em frutose ao ser ingerido. Desaconselhável para pessoas obesas e diabéticos que não controlam bem a dieta. Assim como o manitol e o xilitol, pode acarretar perda de cálcio pelo organismo, entre outros minerais, favorecendo a formação de cálculos.

Manitol (natural/calórico) – Adoça 70% mais que a sacarose. Em doses excessivas pode funcionar como laxante. Para diabéticos não oferece riscos.

Xilitol (natural/calórico) – Tem sabor muito parecido ao da sacarose e é recomendado na prevenção de cáries, mas nas primeiras ingestões, pode causar diarréia.

Maltodextrina (natural/calórico) – Extraído do milho, é mais usado como diluente nos adoçantes artificiais. Adoça 50% mais que a sacarose. Contra indicado para diabéticos.

Dextrose (natural/calórico) – Também derivado do milho e muito usado em alimentos dos mais variados tipos. Adoça 70% mais que a sacarose.

Sugestões

  • O mais importante é reduzir a ingestão de açúcar e adoçantes e apreciar o sabor natural dos alimentos;
  • Consultar seu médico quanto à utilização de edulcorantes, especialmente durante a gravidez;
  • Calcular sua ingestão diária para cada edulcorante, conforme a fórmula apresentada, jamais ultrapassando a IDA recomendada para cada uma dessas substâncias;
  • Diversificar o uso de edulcorantes como forma de evitar reações adversas decorrentes de possíveis acúmulos no organismo;
  • Verificar se os adoçantes de mesa e/ou alimentos consumidos contém edulcorantes não recomendados para sua condição de saúde (hipertensão arterial, diabetes, fenilcetonúria, etc.);
  • Dar preferência às marcas de alimentos e/ou adoçantes de mesa que informam as quantidades de edulcorantes utilizadas.

 

   
 
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