A febre dos emagrecedores naturais

Faseolamina, Citrus aurantium, Caralluma fimbriata, Garcinia, Pholiamagra, Koubo. Estes nomes estão entre os emagrecedores naturais mais preparados nas farmácias de manipulação, quando se fala em emagrecimento. Se tornaram “famosos” devido às promessas de diminuir o apetite e reduzir as medidas sem causar os indesejados efeitos colaterais. Mas, quero frisar que nenhum deles faz milagre. Ainda não inventaram uma pílula mágica que faça emagrecer.A fórmula não pode ser mudada: equilíbrio entre qualidade e quantidade de alimentos, distribuição deles, combinação de nutrientes. Estas substâncias funcionam desde que aliadas a uma dieta adequada, balanceada e atividade física.

A Pholiamagra é usada há muito tempo em tratamentos de emagrecimento, mas se tornou mais conhecida de uns anos para cá, quando se popularizou nas revistas femininas. Conhecida como erva anti-barriga, ela age na queima de gordura, principalmente na região abdominal, diminuindo a barriga e consequentemente afinando a cintura. Outro atributo é que produz maior saciedade, levando a pessoa a comer menos. Também parece ter ação tonificante, melhorando o rendimento em atividade física e leve ação diurética. Estudos preliminares apontam baixa toxidade desta substância.

Uma outra “vedete” do emagrecimento conhecida como extrato de feijão branco, a Faseolamina atua no metabolismo de carboidrato, impedindo sua conversão em gordura. Seu uso está geralmente associado ao Citrus Aurantium, que age no metabolismo da gordura. Juntos eles fazem uma boa combinação, mas como citado acima, não podem sozinhos apresentar resultados consistentes.

A Garcinia está mais ligada ao metabolismo do açúcar. Ela envia informação ao cérebro de que a taxa de açúcar é suficiente, suprimindo a vontade de comer doce. Pode ser usada em associação com a Pholiamagra.

A Caralluma fimbriata corta a fome exagerada, promovendo sensação de saciedade e reduzindo o apetite.Mas já saiu um estudo recentemente, apontando contra-indicações de seu uso.

O Koubo é extraído de um concentrado do cacto Cereus sp cujo fruto é a pitaya. Como moderador de apetite natural, além de diminuir a fome, reduz a vontade de comer doces, já que aumenta a sensação de saciedade e auxilia na queima das gorduras corporais. Não deve ser utilizado em pessoas com diabetes. O Koubo deve ser manipulado mediante prescrição médica. Pode ser consumido em forma de cápsulas, ou incorporado às gomas de gelatina e manipulados como balas de goma, daí o nome “doce que emagrece”, que também é usado para a Pholiamagra.

Embora, repito, apresentem muitas propriedades, eles não são capazes, independente de uma dieta adequada e balanceada associada a exercícios físicos,  de apresentar grandes resultados. Além disso, os fitoterápicos não podem ser tomados sem uma orientação profissional adequada. É importante dizer, que mesmo sendo naturais, a automedicação é um risco. 

Apenas as farmácias de manipulação – autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – podem preparar as pílulas na concentração recomendada por um profissional habilitado (endocrinologista, clínico-geral ou nutricionista com conhecimento em fitoterapia, ou seja, nos benefícios das plantas).

 
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