Estudo brasileiro aponta que mais de 90% dos idosos faz dieta inadequada

A alimentação de nossos idosos está deficiente e é necessário uma orientação maior, em relação às suas necessidades nessa fase da vida, para que possam viver com qualidade, com saúde e com alegria e acima de tudo, recebendo amor. É necessário intensificar os programas que objetivam a assistência a esse grupo com palestras gratuitas de orientação aos cuidados necessários à manutenção da vida. Já existem muitos, mas é preciso ainda mais.

Quantas dores, enfermidades, desconfortos podem ser evitados através de uma alimentação adequada. Corrigir os déficits nutricionais de proteínas, de vitaminas, minerais e controle energético é necessário para que possamos possibilitar aos nossos amados idosos a assistência e a vida que eles têm direito.

Infelizmente em nosso país , existem poucas informações sobre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares nos idosos , grupo populacional que mais cresce em nosso mundo. Em um estudo , publicado este ano , analisou o perfil de risco de  todos os participantes com mais de 60 anos do “Inquérito domiciliar sobre comportamentos de risco e morbidade referida de doenças e agravos não-transmissíveis”, realizado pelo Ministério da Saúde em 2002/2003, em quinze capitais e no Distrito Federal.

Investigou-se em idosos , a presença de fatores de risco ( tabagismo, consumo de álcool, inatividade física, dieta inadequada e obesidade) e doenças referidas ( hipertensão, dislipidemias e diabetes mellitus), além da associação entre doença arterial coronariana e aglomeração desses fatores de risco.

Os idosos representaram 13,4% da população total do inquérito , sendo que eram 59,4% mulheres e 40,6% homens. A idade média foi de 69,5 anos. Prevalências de dieta inadequada, inatividade física, obesidade, tabagismo e consumo de risco de álcool foram 94,4%, 40%, 17%, 12,7%e 3,2%, respectivamente. A maior prevalência é de dieta inadequada.

Cerca de 50% referiram hipertensão arterial ; 33% dislipidemias e 18%, diabetes. Tabagismo e dislipidemia , reduziram significativamente com a idade. Hipertensão arterial , inatividade física, obesidade e dislipidemia foram mais prevalentes em mulheres.

Aglomeração de dois ou mais fatores de risco foi observada em 71,3% dos idosos e reduziu com o avançar da idade. Idosos com doença arterial coronariana apresentaram uma prevalência quatro vezes maior de aglomeração de quatro ou mais fatores de risco .

Os autores concluíram que a associação entre doença arterial coronariana é maior quando há uma aglomeração de fatores de risco expressa, provavelmente , refletindo um maior risco acumulado ao longo da vida, mas indica também a necessidade de melhorar o perfil de risco desses idosos.

Fonte dos dados e estatísticas: Arq Bras Cardiol ( 2008 ).

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