Azia, que incômodo é esse?

Azia, ou pirose, é caracterizada por uma dor ou sensação de ardência, normalmente associada com regurgitação de suco gástrico no esôfago ou, ainda, uma sensação de queimação
da região retroesternal, estendendo-se até a base do pescoço ou para a garganta. Pode também causar forte dor toráxica que piora ao deitar-se. Se são em episódios bem raros podem ocorrer por uma disfunção momentânea, mas se são frequentes é bom procurar um profissional para diagnóstico e tratamento. Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), popularmente
conhecida como azia, caracteriza-se pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, cuja mucosa não está preparada para receber substâncias ácidas e irritantes, e que também pode alcançar a boca, provocando alterações dentárias, ou atingir a laringe e os pulmões. Por isso precisa ser tratada.

Para a digestão dos alimentos, o estômago libera o suco gástrico que é extremamente ácido e que outras mucosas, a não ser a parte inicial do intestino delgado, está apta a receber esse ácido.

Muito comum também em bebês que podem apresentar episódios de refluxo em virtude da fragilidade dos tecidos existentes na transição entre o estômago e o esôfago. As mamães nesses casos precisam tomar alguns cuidados, pois incomoda muito o bebê esse refluxo e não deixar o bebê deitado após as mamadas, mas colocá-lo na vertical no colo é uma das orientações.  Na maioria dos casos, o problema desaparece espontaneamente, principalmete após 1 ano de idade.

Durante a gestação, os níveis de progesterona se elevam, causando relaxamento da musculatura lisa. Assim, há um tempo maior de esvaziamento gástrico que, associado ao relaxamento do esfíncter de entrada do estômago, o conteúdo estomacal reflui para o esôfago. Estes sintomas podem se intensificar no último trimestre de gestação, quando o desenvolvimento do bebê no útero,  comprime o estômago, dificultando ainda mais o esvaziamento gástrico, o que incomoda muito a gestante.

Algumas vezes, apenas com as orientações dietéticas e de comportamento, os sintomas desaparecem. Mas, na maioria dos casos, as pessoas lançam mão dos antiácidos. O tratamento dietético contra indica o uso de condimentos fortes, molhos picantes, enlatados, alimentos gordurosos, doces, cremes, chocolates,  sucos ácidos, bebidas gaseificadas, café, chá e álcool. Também fumo, estresse e ansiedade são agravantes dessa disfunção.

Outras recomendações são fracionar a alimentação, diminuindo o volume de cada refeição. Mastigar bem os alimentos, não deitar logo após as refeições e elevar a cabeceira da cama podem ajudar a diminuir os sintomas.

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