Colelitíase ou cálculo biliar

O nome dado pelos médicos ainda é pouco conhecido: colelitíase.  Esta doença, popularmente conhecida como pedra na vesícula ou cálculo biliar, afeta cerca de 20% da população mundial.

A vesícula é uma pequena “bexiga” ou apêndice que se encontra junto ao fígado, cuja função é armazenar bile, um líquido amarelo esverdeado produzido pelo fígado e liberado no intestino após as refeições. É dentro dela que se formam os cálculos bileares. A bile, tem diversas funções, principalmente no metabolismo das gorduras: ajuda a emulsificar grandes partículas de gordura provenientes da alimentação em numerosas partículas pequenas que podem agora ser hidrolisadas pela lipase pancreática. Ajuda nos processos de absorção terminais da gordura digerida, através da mucosa intestinal.

A bile tem um alto teor de sais biliares, que são produzidos a partir de colesterol. Os sais biliares aumentam a solubilidade do colesterol, das gorduras e das vitaminas lipossolúveis para facilitar a sua absorção no intestino. A hemoglobina produzida pela destruição dos glóbulos vermelhos converte-se em bilirrubina, o principal pigmento da bile, e passa a esta como um produto residual. Nela também se segregam algumas proteínas que têm um papel importante na função digestiva.

Quando algumas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar dos meses e anos, estes depósitos se unem e formam pedras (cálculos). Colelitíase é a formação de cálculos (pedras) no interior da vesícula biliar (90% dos casos) ou dos ductos biliares (dentro e fora do fígado). Nos últimos anos tem havido aumento da incidência e do diagnóstico desta doença.

Os tipos de cálculos mais comuns são os de colesterol (90%), e em segundo lugar os de bilirrubina (10%), que ocorrem em pessoas portadoras de alguns tipos de anemia ou com deficiência do metabolismo da bilirrubina (pigmento metabolizado pelo fígado).

 A história clínica é bem característica e orienta o diagnóstico. Há uma história de dor abdominal intensa, constante, no lado direito do abdome abaixo da costela, próximo ao estômago ou nas costas. A dor é forte, súbita e localizada, com o abdome endurecido. Dura de 30 minutos a 5 horas. Náuseas e vômitos acompanham com frequência a dor abdominal.

 Os estudos têm demonstrado claramente um aumento da incidência de cálculos biliares com o passar da idade. Embora rara na população pediátrica, as crianças com distúrbios hematológicos (alguns tipos de anemia), e com dificuldade de absorção de sais biliares estão predispostas à formação de cálculos biliares.

Esse problema é mais comum entre as mulheres, e deve estar ligado a fatores hormonais, já que há um aumento do número de casos com a gravidez. Esta variação hormonal alteraria a motilidade da vesícula biliar, causando uma dificuldade de esvaziamento, assim como a alteração do metabolismo do colesterol.

A obesidade também é um fator de risco, já que nestes pacientes há um aumento da concentração de colesterol. A diabetes também causa um aumento na incidência dos cálculos na vesícula biliar, devido a uma supersaturação do colesterol.

Alimentos que devem ser evitados:

– preparações gordurosas;

– mate, chá preto, café, refrigerantes, água com gás;
– leite, iogurte, coalhada integrais, queijos amarelos e cremosos;
– frituras;
– massas com molhos e recheios cremosos;
– pele de aves, peixes gordos (sardinha, arenque, salmão, atum), carne bovina gorda.

Qualquer alteração ou dor abdominal frequente, consulte um médico, para que o tratamento adequado seja prescrito. Não tente a auto medicação ou adie o tratamento.

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