Urucum e cebola trazem benefícios à população afetada pelo mercúrio

A pesquisa teve origem na constatação de que populações ribeirinhas no Pará estão  expostas a elevadas concentrações de mercúrio, que tem origem não apenas nas atividades de garimpo, mas também no próprio solo do local.

“A exposição acontece principalmente devido ao consumo de peixes, com o mercúrio sendo incorporado  por meio da cadeia alimentar aquática”, diz Gustavo Rafael Mazzaron Barcelos, autor da pesquisa. “Uma  vez constatados os danos, o estudo procurou verificar se alguns compostos presentes na dieta poderiam minimizar os efeitos nocivos que o mercúrio possa causar.”

Os testes utilizaram substâncias que já tinham atividade protetora atestada em outros trabalhos. “Foram testados a quercetina, um flavonóide presente na cebola e em frutas  cítricas como o limão e a laranja, e a bixina e a norbixina, que são os principais  carotenóides presentes no urucum”, conta o pesquisador.

“Tanto a cebola quanto o urucum, na forma de colorau, são muito usados como condimentos pela população”. As análises avaliaram o dano genético por meio do ensaio do cometa e alterações de  parâmetros bioquímicos relacionados ao estresse oxidativo (glutationa reduzida,  glutationa peroxidase, MDA e espécies reativas do oxigênio intracelulares)  induzidos pela exposição ao metal. Em ambos os experimentos, registrou-se uma  redução significativa dos danos no material genético e do restabelecimento dos  parâmetros relacionados ao estado redox das células.

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