Com o crescente índice de obesidade no Brasil, surge a preocupação com a propaganda de alimentos, principalmente àquela dirigida ao público infantil. A qualidade da alimentação do brasileiro caiu e as doenças relacionadas ao excesso de peso (doenças cardíacas, hipertensão, diabetes) aumentaram significativamente.

Um debate, promovido pelo Idec, Instituto Alana e Faculdade de Saúde Pública, aconteceu num momento em que se evidencia esse aumento dos índices de sobrepeso e obesidade no país, especialmente entre crianças e jovens, como mostrou o estudo inédito Saúde Brasil 2009, do Ministério da Saúde.

Além disso, dados da pesquisa “Aquisição alimentar domiciliar per capita”, divulgado pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam a crescente substituição de alimentos tradicionais da dieta brasileira, como a mistura arroz e feijão, por bebidas e alimentos ultraprocessados, densamente calóricos e com baixa concentração de nutrientes.

Nesse contexto, o objetivo da mesa redonda é discutir a necessidade de informar a população acerca dos malefícios para a saúde do consumo excessivo de determinados alimentos, em especial quando a aquisição desses produtos são incentivados pela publicidade.

Regulação já
Durante o evento,  ocorrido no ano passado, foi lançada oficialmente a Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos, que reúne dezenas organizações, como o Idec, o Instituto Alana, o Conselho Federal de Nutrição, entre outros.

A Frente defende a prerrogativa do governo em regular a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional e, nesse sentido, apoia a manutenção da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obriga que a propaganda de alimentos não saudáveis alerte os consumidores sobre os riscos de seu consumo excessivo. A norma, no entanto, esteve suspensa desde setembro 2010 por liminar dada a pedido de representante da indústria alimentícia.

É necessário que se estabeleçam critérios rígidos em relação á publicidade de alimentos e que  sejam criados (e funcionem) mecanismos que forneçam informação segura ao consumidor à respeito do que ele vai consumir. Pais precisam saber o que estão comprando para seus filhos e quais as implicações daquele produto. Idosos também precisam ter conhecimento do que colocam em suas mesas. Informação é fundamental para que as pessoas possam fazer suas escolhas sem enganos e de forma consciente.

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