Alho um aliado na cozinha e na saúde

O alho é somente um tempero ou suas propriedades vão além do sabor? Sim, suas propriedades vão além do forte sabor.

As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos e sua origem é ainda bem discutida.

Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi a rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta.

É considerado um alimento funcional, classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por ser capaz de trazer benefícios à saúde de quem o consome com certa regularidade. O “algo a mais” desse alimento se deve à presença de nutrientes ou compostos bioativos que, baseado em comprovações científicas e validação de órgãos nacionais e internacionais como a FDA (Food and Drug Admistration), produz efeitos positivos à saúde e reduz o risco de certas doenças.

O alho era muito utilizado há milhares de anos pelos herbanários (estabelecimento que vende ervas medicinais) e curandeiros para combater inúmeras doenças.

Louis Pasteur, químico francês do século XIX, evidenciou propriedades anti-sépticas que há no alho, informações, estas usadas na Primeira e Segunda Guerra Mundial, pelos exércitos inglês, alemão e russo. Hoje o alho é receitado pelos naturalistas e outros que acreditam na cura pelas ervas como também para prevenir resfriados, gripes e doenças infecciosas.

Pesquisas realizadas em laboratórios com animais,  mostram que o alho ajuda a diminuir o câncer de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer do cólon e do esôfago, mas esses estudos ainda precisam ser aprofundados e definidos por exemplo, a quantidade e a forma de consumo para que esses benefícios possam ser alcançados.

Mas quais são os seus benefícios reais?

A alicina, um composto organosulfurado, tem sido alvo de muitos estudos. A alicina, segundo esses estudos pode ajudar na redução da pressão arterial e do colesterol LDL (o “mau” colesterol). Para que se obtenha esses benefícios, a American Dietetic Association recomenda o equivalente a um dente de alho por dia, mas ainda há controvérsias em relação a essa quantidade para obter esses benefícios a saúde. Alguns estudos dizem que seria o equivalente a dois dentes de alho por dia, para outros apenas um seria o suficiente para tratar a hipertensão ou o colesterol. De qualquer maneira é preciso cautela para os que são hipotensos (têm pressão baixa), para as mães que amamentam, pois o alho também pode apresentar efeitos colaterais como produção de gases e azia para algumas pessoas.

Para aproveitar as propriedades benéficas na hipertensão citadas acima, deve-se picar e macerar o alho e esperar por 10 minutos para dar tempo das enzimas, presentes no próprio vegetal, agirem, e só então utilizá-lo. Para preparações em que há necessidade de aquecimento, é importante não deixar o alimento escurecer. Uma das formas de se consumir esse dente de alho, seria, depois de macerado, colocar no fundo do prato com uma colher de chá de azeite de oliva e por cima a comida do almoço ou do jantar ( melhor do almoço).

O alho é bastante versátil na culinária e pode ser usado para temperar pratos quentes, em saladas, em pastas (para serem passadas no pão), em molhos. Pode ser assado, cozido ou cru e alguns ainda o apreciam frito.

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