Hábitos brasileiros de alimentação

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A culinária de um país é parte do gênero de vida de seu povo. Exprime não só os fatores físicos de sua geografia como também seus aspectos humanos, econômicos, sociais e culturais.
A cozinha brasileira foi, desde seu início, dinâmica, pois é, sabidamente, fruto de influências de diferentes grupos sociais que se relacionaram ao longo de nossa história.
E dada a grande extensão do País, sua diversidade climática, de relevo e solos, bem como as diferenças de povoamento de suas distintas regiões, podemos afirmar que uma das marcas da culinária brasileira é sua diversidade, que se expressa, geograficamente, por meio dos “pratos típicos” regionais.
Ao passarmos os olhos por um livro de receitas de cozinha brasileira, logo percebemos a diversidade regional expressa nas distintas receitas típicas de suas culinárias.
São exemplos dessa diversidade: o barreado e o arroz de carreteiro na Região Sul; a moqueca (capixaba, de banana da terra), o tutu de feijão, a feijoada, o feijão-tropeiro na Região Sudeste; a tapioca, a carne-de-sol com baião-de-dois, a paçoca de carne-seca, a buchadade bode, a galinha à cabidela, o bobó de camarão, o sarapatel, o vatapá e o acarajé na Região Nordeste; o pato no tucupi, a maniçoba, o tacacá na Região Norte; o arroz com pequi, o tutu com lingüiça, a guariroba, a mojica e o pacu assado na Região Centro-Oeste.
Para além das diferenças regionais, o prato do cotidiano que está presente em quase todas as mesas do País é formado pelo binômio feijão com arroz, acompanhado por salada, algum tipo de carne e farinha de mandioca. Trata-se de verdadeiro elemento de identidade nacional, que abarca a população de norte a sul do País.
No caso do feijão, trata-se de alimento rico em proteínas que constitui ingrediente principal da dieta da população mais pobre.
O arroz, por sua vez, veio a substituir a farinha de mandioca como principal acompanhante do feijão. Essa última continua a ser, em algumas regiões (sobretudo a Norte, a Nordeste e a Centro-Oeste), um terceiro elemento indispensável à mesa. Trata-se de um dos alimentos com melhor balanceamento nutricional, fornecendo 20% da energia e 15% da proteína per capita necessária ao homem (integral);
Apesar dessa ser a base da alimentação dos brasileiros, a industrialização vem assumindo a mesa das famílias, substituindo alimentos naturais e preparações caseiras, por comidas congeladas, processadas, já prontas ou semi prontas, principalmente na classe média.
A falta de tempo tem feito com que a opção seja o fast food. As maiores vítimas continuam sendo as crianças que desde cedo já são submetidas a esse tipo de alimentação. As consequências estão visíveis como deficiências nutricionais, obesidade, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, problemas antes característico da população adulta e não infantil.
Sabemos que a praticidade é necessária nos tempos de hoje, mas o equilíbrio entre nossas origens e alimentação saudável precisa estar presente na mesa dos brasileiros. É possível melhorar a saúde com pequenas mudanças na alimentação diária. Vale a pena!

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