Obesidade infantil e genética

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Cada vez mais a obesidade preocupa a área de saúde. Muitas pesquisas e estudos estão em andamento em muitos países. O objetivo é descobrir os mecanismos que envolvem o excesso de peso e de massa gordurosa. Como a obesidade infantil tem crescido assustadoramente e nós já discutimos bastante aqui no blog as suas causas prováveis, mais pesquisas tenho buscado.

Tirando os casos de obesidade infantil devido a doenças raras, a genética da esmagadora maioria dos casos – ditos de obesidade infantil “comum” – ainda está por ser totalmente desvendada. Struan Grant, do Hospital Pediátrico de Filadélfia, e colegas do consórcio internacional EGG (Early Growth Genetics) descobriram agora dois genes e publicaram os resultados na revista Nature Genetics.(16/04/2012).

Estima-se que, no adulto, entre 40% e 70% da variabilidade do IMC (índice de massa corporal) depende de fatores genéticos. Mas, até agora, apesar de ter sido identificada uma série de variantes genéticas associadas ao IMC nos adultos obesos, isso não chega sequer para explicar 2% da variabilidade do IMC.

Em relação à genética da obesidade infantil, até aqui, diz Grant num comunicado do seu hospital, “os estudos centravam-se nas formas mais extremas de obesidade, sobretudo associadas a síndromes raras”. Mas, com base no novo estudo, (“o maior de sempre ao nível de todo o genoma…), conseguimos identificar claramente e caracterizar uma predisposição genética para a obesidade infantil comum”.

“Para termos dados suficientes, que fornecessem a estatística necessária para revelar novos sinais genéticos, os cientistas reuniram 14 estudos anteriores – totalizando 5530 casos de obesidade infantil e 8300 crianças não obesas, todos de origem europeia e combinaram os resultados de estudos semelhantes vindos do mundo inteiro”.

Conseguiram assim identificar duas variantes genéticas claramente associadas à obesidade infantil: uma situada na proximidade de um gene chamado OLFM4, no cromossoma 13, e outra num gene chamado HOXB5, no cromossoma 17. E também duas outras, embora menos claramente associadas.

O papel que estes genes desempenham no organismo poderá dar novas pistas para a compreensão da doença. “O que sabemos da biologia de três dos genes sugere que o intestino poderá estar envolvido [na genética da doença]”, salienta Grant, “embora ainda se desconheça o papel funcional preciso desses genes na obesidade”.

Esses estudos não são conclusivos e ainda há um longo caminho a pecorrer, mas, com certeza, há indícios promissores nessas pesquisas de interação de genes, ambiente e estilo de vida.

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