Enxaqueca 2

As enxaquecas são cefaleias primárias de alta prevalência que acometem mais mulheres do que homens e podem se iniciar na infância ou adolescência, acompanhando o paciente por toda a sua vida. Com prevalência estimada em 12% da população, provocam impacto significativo na economia e no bem estar social de inúmeras pessoas em todo o mundo.

A enxaqueca é uma enfermidade de alta prevalência e pode provocar significativas limitações no bem estar e nas relações sociais. O consumo de determinados alimentos e o comportamento alimentar exercem uma grande importância no desencadeamento ou na prevenção das crises desta enfermidade.

Pesquisas mostram que portadores de enxaqueca crônica apresentam elevada comorbidade com transtornos de humor e de ansiedade, sendo bastante comum também, sua relação com a fibromialgia, depressão, utilização de drogas ilícitas, atentados suicidas e síndrome do pânico.

Em um estudo com pacientes celíacos, Roche-Herrero et al. (2001) encontraram uma prevalência de 18,6% de enxaqueca, valor superior aos 12% encontrados para a população em geral.

Embora ainda existam controvérsias, parece que fatores como: sexo, idade, cor da pele e nível socioeconômico são determinantes na prevalência de enxaqueca.

Apesar de ainda não estarem totalmente elucidados, muitos são os fatores externos ou internos de agressão que podem iniciar uma crise de dor em quem sofre de enxaqueca, tais como o uso de anticoncepcionais, a menstruação, hormônios, estresse, tensão, sono, atividade física, condutas alimentares, predisposição genética, estímulos sensoriais e ambientais e exposição ao frio, calor, umidade ou a cheiros (principalmente aqueles relacionados a perfumes, derivados de petróleo e fumaça de cigarro).

Enquanto a alimentação adequada exerce um papel positivo no tratamento preventivo da enxaqueca, o jejum e o consumo de alguns alimentos têm sido relatados como os principais fatores desencadeantes dessas crises.

Os principais desencadeantes alimentares de enxaqueca citados foram vinho, cerveja ou bebidas destiladas, chocolate, queijos amarelos, frutas cítricas, embutidos, frituras, chá, refrigerantes a base de cola, sorvetes, aspartame e glutamato monossódico.

Uma alimentação saudável e equilibrada age na profilaxia diminuindo a frequência e a intensidade da dor, enquanto o consumo de carboidratos refinados e um grande intervalo entre as refeições são responsabilizados como fatores desencadeantes das crises.

Produtos alimentares como gengibre e nutrientes como magnésio, vitamina B2 e Coenzima Q10 são apontados como alternativas eficazes na profilaxia da enxaqueca.

Alguns estudos evidenciam a relação entre estado nutricional e enxaqueca, demonstrando que a prevalência desta enfermidade aumenta tanto entre as pessoas desnutridas quanto entre as obesas.

Fonte: CAPES

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