Por que as crianças não querem comer?

Por Lenita Munhoz

Tenho recebido um número muito grande de e-mail de leitores que relatam que seus filhos não querem mais aceitar comida e  quando o fazem é somente um ou outro alimento como por exemplo, arroz ou batata. Esse fato me chama atenção porque essa queixa tem se tornado cada vez mais frequente por parte dos pais ou avós.

A vida corrida, a falta de tempo muitas vezes faz com que as mães acabem cedendo às pressões infantis e concedendo algumas substituições na alimentação diária de seus filhos.

A alimentação das crianças tem se modificado bastante ao longo do tempo e aos poucos os refrigerantes tomaram o lugar dos sucos natutrais e até a água, os leitinhos industrializados o lugar dos chocolates caseiros, o chá mate agora é engarrafado, os bolinhos de carne perderam a graça e só os hamburger são escolhidos. Os armários e despensas das casas estão cheios de biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo. No freezer nugget, pizza, hamburger, alimentos pré-preparados.

O problema é que tudo isso, que agiliza a vida das famílias e facilita o trabalho na preparação dos alimentos, por outro lado traz prejuízos ao equilíbrio e bem estar do organismo. Precisamos de nutrientes em qualidade e quantidade suficientes para suprir as necessidades do corpo e manter a saúde e eles estão presentes na variedade de alimentos, incluindo frutas e hortaliças.

Os produtos industrializados contêm aditivos que realçam o sabor, o cheiro, a aparência, a cor, atraindo os consumidores para esse tipo de alimento. O paladar se altera e sente falta desses sabores acentuados. As crianças, quando consomem com certa frequência biscoitos, snacks, sucos nas caixinhas, miojos, nuggets, etc, passam a preferir os que têm esse sabor e a comida preparada em casa, passa a não ser atraente, pois não tem as mesmas características.

Muitas variáveis podem ser observadas nesses casos, mas a busca pela praticidade tem seu preço. É possível simplificar o trabalho sem comprometer tanto a saúde. Estabelecer inicialmente somente alguns dias para o refrigerante, limitando também a quantidade, da mesma forma com o fast food. Promover as saladas de frutas, estimular a alimentação em família, sem ser na frente da TV, não comprar tantos alimentos que induzem ao comer exagerado, como snacks e biscoitos recheados e batatas fritas.

O resgate de uma alimentação mais saudável, mais natural é importante para o desenvolvimento adequado das crianças e o exemplo dos pais é fundamental para a educação e formação de bons hábitos alimentares. Antes de optar pelo mais prático, reflita se aquilo trará mais benefícios ao seu filho, ou a você. A saúde não tem preço, assim como a tranquilidade de uma família bem disposta e feliz. Pense nisso!

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