Alimentação na infância e adolescência é motivo de preocupação da OMS

Sobrepeso e obesidade na infância e na adolescência são importantes problemas de saúde pública, com aumento crescente da incidência e da prevalência em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, na população mundial, 10,0% das crianças e dos adolescentes entre cinco e 17 anos apresentam excesso de peso1. Entre os adolescentes brasileiros de 10 a 19 anos, 19,4% das meninas e 21,7% dos meninos encontram-se nessas mesmas condições2.

A obesidade iniciada na infância e na adolescência pode permanecer na fase adulta e levar ao desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes tipo 2 e as doenças cardiovasculares, reduzindo a qualidade e a expectativa de vida1,3. As doenças crônicas não transmissíveis são as principais causas de morte em todo o mundo, inclusive nos países de baixa e média renda, ultrapassando em mortalidade as doenças infecciosas4.

As crianças e os adolescentes já podem apresentar as consequências da obesidade, como problemas osteoarticulares, apneia do sono, dislipidemias, hipertensão arterial, alterações do metabolismo da glicose, além dos prejuízos psicossociais provocados pelo estigma dessa doença1,3,4.

O aumento da prevalência de obesidade na infância e na adolescência é influenciado por mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares. Entre as mudanças ocorridas na alimentação da população brasileira, destaca-se o aumento do consumo de alimentos e bebidas industrializados, ricos em açúcar e gorduras, que apresentam, em geral, alto teor energético. Paralelamente ao aumento do consumo desses alimentos, observa-se a diminuição da ingestão de frutas, verduras e legumes5. O tamanho das porções dos alimentos industrializados também tem aumentado de maneira expressiva ao longo do tempo6.

Estudos realizados com a população brasileira revelam mudanças nos hábitos alimentares7,8. Entre os adolescentes, vem ocorrendo substituição de alimentos tradicionais, como o arroz e o feijão, por alimentos de baixo conteúdo nutricional e alta concentração energética, como os fast foods e as guloseimas6.

O maior número de compromissos e a necessidade de identificação com seus pares também costumam afetar a escolha alimentar do adolescente10.

Os hábitos alimentares inadequados, adquiridos na infância e na adolescência, podem exercer grande influência no desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis11. (Revista de Nutrição)

As concessões dos pais muitas vezes podem facilitar e favorecer as escolhas erradas dos filhos, mantendo os armários e despensas de suas casas com farta oferta de alimentos que não são saudáveis, que não são adequados à saúde da família.

O planeta está adoecendo e providências precisam ser tomadas em relação à saúde da população. Isso precisa começar em casa desde que a criança começa a se alimentar com alimentos salgados.

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