Ômega-3 e função cognitiva

Muito tem se falado dos benefícios do ômega 3 para a saúde humana. Mas  estudos comprovam o seu benefício sobre a função cognitiva principalmente de idosos.

Atualmente, cerca de 25% da população acima de 85 anos possui um significativo comprometimento da atenção cognitiva. Estima-se que a prevalência global de déficit cognitivo e demência, incluindo doença de Alzheimer, irá aumentar significativamente em proporção ao aumento da expectativa de vida. A deterioração da memória e atenção cognitiva, e por fim o estabelecimento da doença de Alzheimer debilita gravemente o indivíduo, comprometendo diretamente a qualidade de vida do paciente e dos familiares (1).

Diversas linhas de pesquisa têm focado em identificar meios de retardar o declínio cognitivo ou melhorar a memória em pacientes com doença de Alzheimer. Dentre estas linhas, destaca-se o ácido graxo ômega-3.

Ácidos graxos ômega-3 (AG n-3) constituem um fator dietético com potencial de influenciar o declínio cognitivo e perda de memória durante o envelhecimento. AG n-3 do tipo ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) são cruciais para o desenvolvimento e a função normal cerebral (2). DHA é particularmente importante para a função cerebral devido a sua influência nas propriedades da membrana neuronal, responsável pela sinalização celular (3). A concentração de DHA no cérebro diminui com a idade, tanto em humanos quanto em ratos (4,5), consequência provavelmente relacionada à deterioração das funções do sistema nervoso central devido ao envelhecimento (4).

Diversos estudos encontraram que o consumo de peixe, principal fonte dietética de AG n-3, está associado com redução do risco de declínio cognitivo e demência. Outros estudos observaram que o consumo de DHA somente, e não de outros tipos de AG n-3, está associado com diminuição do risco de doença de Alzheimer. Estudos analisando a composição de acidos graxos no plasma confirmam os estudos dietéticos, ao encontrar direta associação entre AG n-3, especialmente DHA, e redução do risco de doença de Alzheimer. Maior proporção de acidos graxos saturados e AG ômega-6 na membrana de eritrócitos foram associados com maior risco de declínio cognitivo (10). Inversamente, uma maior proporção de AG n-3 foi diretamente relacionado com menor risco de declínio cognitivo.

Estudo com 402 indivíduos com doença de Alzheimer de leve a moderada não encontrou nenhum benefício da suplementação com DHA para retardar a função cognitiva. Os autores alertam que apesar do resultado negativo, devido à evidências epidemiológicas apontarem para uma boa associação entre DHA e risco de doença de Alzheimer, possivelmente uma intervenção com AG n-3 seja mais efetiva se iniciada precocemente no curso da doença, e não quando a demência já está instalada.

O problema é equilibrar ômega 3 e ômega 6 no organismo, já que na alimentação, a oferta e consumo de ômega 6 é bem maior do que o ômega 3. Fontes de ômega 6:Linhaça dourada – Óleo de Milho – Óleo de Soja – Óleo de Girassol – Leite – Ovos – Carne Animal – Lula – Peixes de água quente – Açafrão – Óleo de Girassol – Nozes.

Fontes de ômega 3: Peixes oleosos de água fria (atum, arenque, sardinha, cavala e salmão), Óleo de Canola, linhaça, azeite de oliva.

Busque uma alimentação saudável sempre porque os efeitos futuros boas ou maus serão sentidos em função de suas boas ou más escolhas.

Advertisements

Etiquetas:, , ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: