Buffets a kilo e usuários, uma relação de risco segundo estudo

Com a vida moderna que cobra resultados , respostas e soluções extremamente rápidas, a agilidade está em todas as áreas. Temos o celular que está ao alcance de todos, a internet que encurtou distâncias e trouxe muito conhecimento, as vídeo conferências que dispensou a presença das pessoas nos locais de reunião e com a alimentação não poderia ser diferente. A maioria das pessoas não pode mais perder tempo e isso fez com que os restaurantes a kilo crescessem muito e se espalhassem por todo o país.

A preferência atual dos consumidores por refeições mais convenientes influenciou o mercado da alimentação coletiva. Ele cresce no mundo todo e, no Brasil, atende a mais de dois milhões de trabalhadores. Além da praticidade, o autosserviço oferece refeições variadas e de baixo custo permitindo ao consumidor compor o seu prato, de acordo com sua preferência.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos mostram que, do momento da implantação do Plano Real, em julho de 1994, até 2001, houve um crescimento de 190,7% dos setores de serviços de alimentação e de 16,5% dos de alimentação fora do lar. O número de restaurantes comerciais no Brasil duplicou na última década e movimentou R$ 5,2 bilhões de reais, em 2001.

No entanto, o propósito das Unidades Produtoras de Refeições (UPR) não deve ser apenas alimentar o homem, mas “bem alimentá-lo”. Isso significa não oferecer apenas produtos sensorialmente adequados, mas, sobretudo, produtos seguros em especial sob o aspecto higiênico—sanitário. Nesse contexto, uma alimentação saudável preconiza a ingestão de alimentos com adequado controle higiênico-sanitário, já que a contaminação dos produtos pode provocar sérios danos à saúde, como as toxinfecções alimentares.

Essa contaminação é feita pelos próprios clientes. Um estudo foi realizado para avaliar a possibilidade de contaminação dos alimentos no balcão de distribuição, causada por usuários de Unidades Produtoras de Refeições.

A incidência de doenças relacionadas ao consumo de alimentos cresce anualmente; o número de refeições realizadas fora de casa potencializa o surgimento de doenças transmitidas por alimentos (DTA) e, consequentemente, os surtos de toxinfecção alimentar.

A prevenção da contaminação dos alimentos não é tarefa exclusiva dos manipuladores de alimentos, pois os consumidores também desempenham papel importante na cadeia analisada.

Treze atitudes de risco foram selecionadas e avaliadas a saber: a) não lavar as mãos imediatamente antes do autosserviço; b) mexer no cabelo perto das preparações expostas no balcão; c) falar em cima das preparações no balcão de distribuição; d) deixar a gravata, a manga de camisas, bolsas, blusas, vestidos ou casacos tocarem nas preparações; e) deixar parte do corpo encostar nas preparações; f) tossir sobre as preparações; g) espirrar sobre preparações; h) utilizar o utensílio de uma preparação em outra já servida no prato do consumidor ; i) trocar os utensílios das preparações; j) deixar o utensílio cair dentro da preparação; l) retirar alimentos do seu prato e devolvê-los às cubas com a mão ou utensílio disponível; m) consumir alimentos antes da pesagem; n) arrumar alimentos no prato com os utensílios das preparações.

A partir dos resultados obtidos, identificou–se a necessidade de os consumidores serem conscientizados sobre as atitudes apropriadas durante a montagem de seus pratos, a fim de serem evitadas não só possíveis contaminações como também as doenças transmitidas por alimentos contaminados.

Assim, conclui-se que a higiene pessoal do consumidor é o principal fator a ser monitorado e a instalação de lavatórios, com instrução para uso apropriado, a principal solução a ser adotada.  A adoção de balcões térmicos com barreiras de vidro apresenta-se como uma solução para evitar que os usuários dos autosserviços contaminem as preparações. Essas providências ajudariam bastante na prevenção de doenças por contaminação de alimentos.

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