Goma de mascar

O hábito de consumir goma de mascar, em suas diferentes formas, vem de muito
antes do que se imagina. Gregos, americanos e ingleses difundiram este hábito
desde a antiguidade, que hoje está bem estabelecido no dia-a-dia das pessoas.

São diversos os estudos evidenciando que o consumo de goma de mascar
reduz o estresse, a fadiga, a ansiedade e sintomas depressivos, além de aumentar
o bom humor.

Ainda, está associado com o aumento do desempenho, atenção e do
estado de alerta no trabalho1-3.

Corroborando esses dados, pesquisadores australianos demonstraram que o ato de mascar essa guloseima esteve associado com redução dos níveis salivares de cortisol,além da significante melhora do
estado de alerta e redução do estado de ansiedade e estresse4. Ainda, recentemente, tem sido sugerido que o uso de goma de mascar pode também exercer interferência em processos fisiológicos, como redução do risco de hipertensão e colesterol alto2.

Todavia, um recente estudo mostrou que, apesar dos efeitos benéficos mostrados acima, este hábito tão difundido pode prejudicar potencialmente a memória de curto prazo.

Kozlov et al.5 conduziram na Universidade Britânica de Cardiff três experimentos com o intuito de investigar o impacto do consumo de gomas de mascar sobre a memória de curta duração. No
primeiro experimento, 40 estudantes, após mascar a goma vigorosamente, foram
orientados a lembrar uma sequência de sete letras aleatoriamente ordenadas. Um
grupo menor repetiu então este mesmo experimento, porém mascando a goma em
velocidade normal. No segundo experimento, os participantes foram questionados quanto ao sabor da goma de mascar e então tiveram que identificar uma letra da sequência anterior que foi retirada. Nestes dois experimentos, foi encontrado que o consumo de goma de mascar prejudicou a memorização da sequência de letras, bem como da identificação da letra retirada, que são aspectos fundamentais relacionados com a memória de curto prazo. No terceiro e último experimento, os estudantes foram submetidos a identificar um item faltante de uma sequência através do tato. Os resultados deste experimento foram semelhantes aos do segundo experimento, sugerindo, assim, que a memória do tato sofre influência similar exercida pelo uso de goma de mascar na consolidação da memória de curto prazo.

Além disso, a goma de mascar possui em sua composição diversos aditivos químicos que, quando consumidos em excesso e dentro de uma dieta pobre em cofatores nutricionais para a detoxificação hepática, pode sobrecarregar o funcionamento deste órgão. Com o prejuízo das vias de detoxificação, o fígado não é capaz de metabolizar diversas toxinas e drogas, levando ao acúmulo destes no organismo e aumentando a predisposição a distúrbios como obesidade, infertilidade, diabetes e câncer6-8.

Em meio a preocupações com o meio ambiente, a goma de mascar também apresenta outro ponto negativo: pode ser considerado um poluente ambiental, uma vez que demora 5 anos para sua completa degradação9.

Fonte:VP

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