Pesquisas apontam

Um Estudo Multicêntrico sobre consumo alimentar foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal de Ouro Preto e Universidade Federal de Goiás foi realizado nas cidades de Rio de Janeiro, Goiânia, Campinas, Ouro Preto e Curitiba no ano de 1996/1997, sob a coordenação da UNICAMP e UERJ.

Algumas conclusões importantes foram levantadas já em 1996/1997, tais como:

Considerando os quatro municípios estudados,  verificou-se que as famílias com renda até 2 salários mínimos (SM), apresentam risco nutricional de macro e micro nutrientes com destaque a cálcio, ferro, retinol e vitamina B2, que atingiram índices de inadequação de 20 até 70%. As porcentagens das famílias nestas condições foram de 3,2% em Campinas, 3,6% no Rio de Janeiro, 8,7% em Goiânia e 20,3% em Ouro Preto.

Observou-se que embora a proporção de consumo de gordura nas localidades estudadas ficasse ao redor ou abaixo de 30% do consumo de energia, há um consumo desproporcional de gordura saturada e de colesterol. Assim, 58% dos homens e 43% das mulheres cariocas consumiam mais do que 300 mg de colesterol por dia. Em Goiânia estes valores foram iguais a 44% entre os homens e 51% entre as mulheres. Em Campinas ao lado de uma alta prevalência de consumo inadequado de colesterol, o consumo total de gorduras também era inadequado. O consumo de colesterol parece inclusive ser mais inadequado nas coortes mais jovens com possível importante efeito deletério quando estes jovens tornarem-se adultos de meia idade.

Esse estudo foi feito em 1997 e 15 anos depois, como estará a situação de consumo dessas populações?

Cada célula é dependente de cerca de quarenta nutrientes para se manter saudável, e quando a demanda não é satisfeita, a célula entra em sofrimento. No cérebro, isso é o início dos processos neurodegenerativos e de envelhecimento precoce.

Os nutrientes são substâncias presentes nos alimentos e fornecem energia para as atividades metabólicas e matéria prima para a formação dos tecidos do organismo. Uma alimentação equilibrada é capaz de fornecer ao  organismo todos os nutrientes como carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas, água e sais minerais.

Tanto a deficiência, quanto o excesso de nutrientes, causam consequências negativas às células em maior ou menor grau nos tecidos, órgãos, etc. Pesquisas indicam que há desequilíbrios grandes na alimentação do brasileiro que se evidencia através do aumento do número de pessoas com excesso de peso, diabetes, problemas cardiovasculares, câncer e outros.

A prevalência dessas enfermidades tem estreita ligação com uma alimentação rica em gorduras saturadas, açúcar, sal e deficiente em vitaminas e minerais. O quadro melhorou de 1996 para cá? Definitivamente não. Mesmo com toda a informação, mesmo com todo o conhecimento divulgado, a saúde continua sendo comprometida pela alimentação inadequada.

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