Obesidade infantil e envelhecimento: existe relação?

Não faz muito tempo,  criança gordinha era a mais apreciada e fazia parte de capas de revistas, anúncio de alimentos infantis, etc. Hoje, as coisas mudaram, as crianças devem ter um peso adequado para fazer parte de anúncios na mídia.

Os estudos comprovam que a incidência de doenças crônicas, como diabetes e câncer, em pessoas mais jovens está diretamente relacionada à obesidade infantil.

Na vida moderna, as pessoas se preocupam, eu diria até exageradamente, com a aparência física e são capazes e verdadeiras loucuras na busca de uma aparência mais jovem.

Mas é preciso saber que a célula é como se fosse uma fábrica em que, dependendo da matéria-prima, produz material de boa ou má qualidade. Quanto mais cedo começar a oferecer material de má qualidade, maior será o acúmulo de lixo no organismo e, conseqüentemente, mais rápido o envelhecimento e a ocorrência de doenças. Começamos a fazer a programação celular ainda no desenvolvimento fetal. Ela
influencia muito na predisposição a doenças crônicas não transmissíveis, na idade adulta.

Mas a obesidade tem características que são muitas vezes de difícil tratamento e a participação da família tem um peso muito grande no desenvolvimento do distúrbio.

A capacidade das células de gordura se multiplicarem aumenta muito nas crianças obesas. Quando isso acontece, o risco de obesidade ao longo da vida também aumenta, primeiro porque se consegue diminuir o tamanho das células de gordura, mas o número… As células de gordura desenvolvem uma espécie de memória, dificultando a perda de peso na idade adulta.

Para evitar o problema, é necessário que os pais controlem a oferta de alimentos industrializados aos pequenos. Nosso DNA não foi preparado para receber substâncias sintéticas e, por isso, acaba reagindo
negativamente a gama de conservantes, corantes e estabilizantes desses alimentos. Na lista de alimentos que devem ser controlados, estão aqueles que contêm farinha e açúcar refinados, gordura trans e
saturada.

É fundamental que os pais e cuidadores se conscientizem de que as crianças tenham uma alimentação saudável, onde façam parte o consumo de alimentos ricos em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais. Os nutrientes são encontrados em frutas, verduras e legumes em geral e ajudam na luta contra a obesidade e o envelhecimento precoce.

As sementes e óleos extra-virgem também devem fazer parte do menu das crianças.
Eles contêm altas concentrações de gorduras antiinflamatórias. Já os cereais integrais são recomendados por apresentarem boas doses de minerais, vitaminas e fibras, essenciais para a saúde intestinal e controle glicêmico das refeições. Os peixes e ovos devem entrar em cena para o desenvolvimento neuro-cognitivo das crianças.

Apesar de o principal enfoque do tratamento nutricional ser a prevenção, as mudanças alimentares feitas pelos adultos também geram bons resultados à saúde. É possível observar a melhora de diversos sinais clínicos, como o declínio cognitivo e a fadiga crônica, com a diminuição de indicadores da inflamação e do estresse oxidativo típicos do envelhecimento.

A alimentação tem influência sobre a vida como um todo. Cuide dela com carinho e responsabilidade.
 

Além disso, a adiposidade está ligada à inflamação provocada por maus hábitos
alimentares e pela ingestão crônica de alimentos que provocam alergia. A
inflamação é a base para doenças crônicas não transmissíveis, como as
cardiovasculares e as auto-imunes

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