Pesquisa mostra como ômega-3 pode ajudar nos tratamentos de câncer

Uma pesquisa publicada na revista BMC Cancer concluiu que a suplementação com ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 pode ser benéfica na proteção contra a neuropatia periférica induzida pela quimioterapia (NPIQ) em pacientes com câncer de mama.

O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia de ácidos graxos ômega-3 na profilaxia contra a neurotoxicidade induzida pelo paclitaxel (um quimioterápico), através de um ensaio clínico randomizado, duplo cego e controlado por placebo.

A suplementação foi administrada por via oral com cápsulas gelatinosas contendo 640 mg de ômega-3 (54% de DHA [ácido docosahexaenoico] e 10% de EPA [ácido eicosapentaenoico]), três vezes ao dia durante quatro meses (três meses durante a quimioterapia com paclitaxel e um mês após o último ciclo do quimioterápico). Foram realizadas avaliações neurofisiológicas antes do início da quimioterapia e um mês após a interrupção do tratamento.

Os pesquisadores observaram uma diferença significativa na redução da incidência da neuropatia periférica nas pacientes suplementadas com ômega-3 (p = 0,029), em que 70% do grupo suplementado não desenvolveram neuropatia periférica, enquanto que 40,7% do grupo placebo desenvolveram esse distúrbio.

Os autores relatam que a neurotoxicidade é comum em pacientes em tratamento quimioterápico, podendo ser observada em 60 a 70% que utilizam paclitaxel, de maneira dose-dependente. Com isso, esse efeito adverso pode provocar atrasos, redução de dose ou mesmo a interrupção do tratamento, levando a resultados inferiores em termos de resposta, recidiva e sobrevida dos pacientes.

“Demonstramos nesse estudo uma diferença significativa na incidência de neuropatia periférica em pacientes que receberam suplementação contendo ácidos graxos ômega-3, especialmente o DHA. Sugerimos que o ômega-3, em particular o DHA, tenha efeitos neuroprotetores e que diminuam consideravelmente a neurotoxicidade induzida por paclitaxel. Nossos resultados estão de acordo com estudos anteriores que examinaram a eficácia desses ácidos graxos na neuropatia diabética, em que podem atenuar a gravidade da neuropatia em pacientes com diabetes mellitus tipo 2”, destacam os autores.(Nutritotal)

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