Alimentação infantil e suas consequências

É impressionante como mudou a alimentação do brasileiro, principalmente a alimentação infantil. É bastante frequente a queixa de mães em relação à alimentação de seus filhos. As crianças não estão querendo mais aceitar a comida, mas somente mamadeiras, biscoitos, iogurtes (em alguns casos). Em muitos lares, já não se dá ênfase ao querido arroz e feijão, aos sucos naturais, aos vegetais em geral.

Com isso, as carências nutricionais aparecem de forma discreta, mas interferindo funcionalmente no organismo da criança.

As carências mais comuns são: vitamina A, ferro, iodo e zinco

Na deficiência de vitamina A (hipovitaminose A), muito comum em crianças, os sinais clínicos são cegueira noturna e até cegueira total, xeroftalmia, mancha de Bitot, xerose de córnea, aumento da susceptibilidade a infecções, dentre outros. Os alimentos ricos em vitamina A são os vegetais amarelo-alaranjados (cenoura, abóbora, manga), vegetais verdes escuros.

Na deficiência de ferro, por exemplo, que leva à anemia ferropriva, o paciente normalmente apresenta língua e os lábios pálidos e o interior das pálpebras muito claro. A anemia reduz a capacidade de trabalho, aumenta o cansaço e diminui a capacidade de aprendizagem das crianças. Alimentos: carnes, leguminosas.

A deficiência de iodo causa o bócio, que se manifesta pelo aumento de volume da glândula tiróide (que aumenta a atividade com a deficiência do mineral), baixo peso ao nascer, crescimento insuficiente nas crianças e alteração do desenvolvimento mental. Uma ultrasonografia da tireóide, análise da concentração de iodo na urina, alteração na tiroxina no sangue (T4) e da triiodotironina (T3) indicam a deficiência do iodo. Alimentos: sal marinho, peixes de água salgada, mariscos,etc.

A falta de zinco causa uma variedade de disfunções biológicas, dentre elas o prejuízo na expressão gênica, síntese protéica, imunidade, falta de apetite, queda de cabelos, entre outros. Pode ser feita análise do zinco plasmático ou urinário. Alimentos: cereais integrais, castanhas, feijões.

Como podemos observar, a alimentação é fundamental para o equilíbrio orgânico e manutenção da saúde. Por isso, mamães, reduzam o consumo de refrigerantes, de doces, de frituras e snacks das crianças e aumentem o consumo de sucos, frutas in natura, vegetais e a famosa combinação brasileira do arroz com feijão. Formar hábitos alimentares saudáveis, é um trabalho de amor, paciência e persistência, perfeitamente possível.

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