Resistência à insulina e alimentação

Qual a abordagem nutricional para melhorar a sensibilidade à insulina?

Segundo uma recente revisão de literatura, a diminuição da ingestão calórica combinada com exercício físico é o caminho mais efetivo para melhorar a sensibilidade à insulina. As medidas dietéticas que podem reduzir a resistência à insulina são: (1) utilização da dieta mediterrânea (Ver aqui no site um artigo à respeito), evitando a ingestão excessiva de gordura alimentar, (2) substituição de gordura saturada e gordura trans (ver artigo aqui no site) por ácidos graxos mono e poli-insaturados, (3) aumentar o consumo de fibras totais.

Além dessas mudanças, tem sido observado que outras medidas como o consumo de chás, especialmente chá verde, nozes e micronutrientes, como magnésio, selênio e zinco, presentes especialmente nas castanhas, leguminosas e demais vegetais, podem contribuir para a melhora da RI.

A resistência à insulina (RI) é definida como uma resposta metabólica diminuída dos tecidos à insulina, particularmente músculo, fígado e tecido adiposo, seguido de um estado de hiperinsulinemia compensatória. Em consequência da menor captação de glicose pelos tecidos, o pâncreas passa a produzir e liberar mais insulina para a manutenção dos níveis glicêmicos normais, aumentando-se desta forma os níveis de insulina circulante.

A ativação do receptor de insulina resulta na translocação da proteína transportadora de glicose 4 (GLUT4) do citosol para a membrana celular, o que permite a entrada de glicose na célula. A RI pode decorrer de mecanismos relacionados com defeitos na secreção e/ou ação da insulina por menor número de receptores GLUT4 ou menor afinidade, como também a redução na translocação de GLUT4 para a membrana da célula.

A ingestão excessiva de energia, o excesso de gordura corporal, sedentarismo e a predisposição genética podem promover a resistência à insulina, que é um preditor para o diabetes tipo 2 (DM2).

Estudos sugerem que a perda de peso é capaz de melhorar a sensibilidade à insulina e uma alimentação equilibrada, em longo prazo, pode ser usada para reduzir a RI. Outros estudos demonstraram que a mudança na composição energética dos macronutrientes e a qualidade dos alimentos ingeridos, especialmente o padrão da dieta mediterrânea, podem exercer efeitos importantes sobre a RI, independentemente da perda de peso.

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