A influência da nutrição na função cerebral

Hipócrates foi o primeiro a se referir sobre o poder dos alimentos na manutenção da saúde (Prasad, C.1998). E os estudos nessa área se desenvolvem cada vez mais rapida e sofisticadamente.

Estudos têm demonstrado que a  intervenção dietoterápica leva à modificações na estrutura, na química e fisiologia cerebral, levando a alterações do comportamento (Prasad, K.N, 1998). Muitos humanos e muitas espécies de animais examinados exibiram razoável reprodução de padrão em relação ao que e como eles comem.

Recentes dados sugerem que esses padrões podem até controlar a neuroquímica e os padrões hormonais do próprio organismo.Outros dados sugerem que a comida pode ser usada para regular o humor em pessoas com depressão sazonal e obesidade.

Quando se fala em nutrição e saúde, geralmente pensa-se na nutrição em relação à prevenção ou tratamento do câncer ou da obesidade ou de desordens relatadas. Entretanto, raramente é relatado o papel da nutrição na saúde mental. Apenas recentemente tem-se observado o potencial de certos nutrientes e elementos no controle das funções corpóreas, incluindo o desempenho mental.

Existem dados conclusivos e importantes como, por exemplo: a relação entre açúcar refinado na dieta e hiperatividade em crianças e em criminalidade nos adultos. Alguns desses estudos sugerem que a ingestão excessiva de açúcares simples tem profundo efeito na fisiologia humana, comportamento e função intelectual. Outros estudos  fundamentam os efeitos da glicose sangüínea na regulação do humor e sintomas corporais, o que pode variar de indivíduo para indivíduo.

Os diferentes efeitos da dieta e suplementos dietoterápicos em humanos envolvem mudanças no padrão de sono, percepção da dor e humor entre outros (Prasad, C. 1998).

Deficiências bioquímicas ou desequilíbrios no cérebro são um dos maiores fatores nas desordens compulsivas como as compulsões para álcool, drogas e comidas. Elas também podem ser causadas por deficiências genéticas ou ambientais. Pela nutrição cerebral, pode-se corrigir ou amenizar estes desequilíbrios, levando à recuperação. Suprimento para isso pode ser obtido através da dieta, e/ou com ajuda de suplementos alimentares.

A ingestão de bananas e leite para aumentar o triptofano ou serotonina, ovos ou outras proteínas para fenilalanina ou dopamina; queijos para tirosina ou norepinefrina podem ajudar, mas provavelmente não em todos os casos.

Esse é um assunto bastante extenso e complexo, mas, sem dúvida apaixonante.Muito ainda se poderá descobrir daqui para a frente no campo da neurociência nutricional.

 Mas já podemos corrigir deficiências alimentares e ingestão inadequada de nutrientes,  observando as reações individuais à alimentação. O corpo fala e dá sinais quando determinadas combinações de alimentos não são bem aceitas, ou quando alguma coisa não vai bem. Preste atenção em você mesmo e mude hábitos para se sentir melhor e mais saudável. Busque um nutricionista funcional para ajudar a desvendar e equilibrar bioquimicamente o seu organismo.

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