Óleo de abacate

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O óleo de abacate apresenta nutrientes importantes como vitaminas, antioxidantes e ácidos graxos monoinsaturados. Seus reais benefícios para a saúde, no entanto, ainda necessitam de evidências.

Sempre ancorados a um forte apelo nutricional, é comum produtos ganharem destaque nas prateleiras das lojas de produtos naturais e em sites na internet. A última sensação é o óleo de abacate.

A fruta é bastante conhecida pelos brasileiros, que apreciam o consumo de sua polpa sob a forma de “vitaminas”, preparadas com leite ou iogurte e acrescidas de outras frutas. Já o óleo do abacate tem sido muito utilizado pela indústria farmacêutica para a produção de cosméticos, principalmente produtos para a pele1.

O potencial nutricional do óleo de abacate é resultado, principalmente, de sua composição de ácidos graxos, na qual predomina o ácido oleico – aspecto muito semelhante ao azeite de oliva2-4. Além disso, possui teores consideráveis de vitamina A (sob a forma de carotenoides)5, vitamina E (6,04mg/100g-1 de óleo sob a forma de a-tocoferol) e fitoesteróis (ß-sitosterol e campesterol), que possuem ação antioxidante6.

Devido às suas características nutricionais, pesquisas têm sido desenvolvidas para avaliar a capacidade do óleo de abacate prevenir ou tratar doenças de ordem nutricional. Vale lembrar que os estudos este óleo ainda são escassos e, em sua maioria, realizados em animais7-9. Em ratos, dietas suplementadas com óleo de abacate (2,5% e 5%) produziram um aumento significante dos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL-c). As duas dietas também produziram, no entanto, um aumento significante nas concentrações de colesterol total (CT) e lipoproteína de baixa densidade (LDL-c)9.

Uma pesquisa em humanos avaliou o efeito do consumo de 200 g de abacate (contendo 30,6 g de gordura) sobre o peso corporal, perfil lipídico e níveis pressóricos. Participaram da pesquisa 56 indivíduos que foram divididos em dois grupos: um suplementado com abacate (A) e, o outro, o grupo controle (C). Todos os voluntários foram submetidos a uma dieta de restrição calórica. Após seis semanas, os níveis séricos de ácido oleico foram maiores no grupo A (p<0,001). Medidas antropométricas, peso, índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura corporal, no entanto, diminuíram de forma similar em ambos os grupos durante o estudo. Concentrações séricas de CT, LDL-c, HDL-c, triglicerídios, fibrinogênio e níveis pressóricos não revelaram alterações significantes dentro ou entre grupos10.

Outro estudo com metodologia similar avaliou o efeito do consumo de uma dieta rica em ácidos graxos monoinsaturados (sendo o óleo de abacate a fonte principal) sobre os níveis glicêmicos e o perfil lipídico em mulheres portadoras de diabetes mellitus tipo 2 (n=12). Ao final de quatro semanas, as voluntárias apresentaram uma redução dos níveis de triglicerídeos, mas não houve influência sobre as concentrações glicêmicas11.

Tomados em conjunto, os resultados dos estudos acima indicam que o óleo de abacate apresenta características nutricionais com boas perspectivas para a nutrição, tendo em vista as pesquisas prévias que analisaram o efeito dos nutrientes presentes em sua composição. No entanto, as evidências científicas sobre o seu real efeito na saúde humana ainda requerem novos estudos.

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