Depressão e bebidas adoçadas

masaras

De acordo com pesquisa americana, a ingestão exagerada de sucos industrializados e de refrigerantes aumenta o risco de depressão em adultos e em idosos. As versões dietéticas desses produtos são ainda mais perigosas.

Quais são os possíveis riscos contidos em um copo de refrigerante seja ele açucarado ou dietético? E das bebidas industrializadas que têm frutas como base? É fácil relacionar a ingestão a doenças como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão. Isso porque esses líquidos estão ligados ao aumento rápido da produção de insulina pelo organismo, promovendo uma maior entrada de açúcar nas células e levando, entre outros fatores, ao acúmulo de gordura. Os danos do consumo excessivo, porém, podem refletir no funcionamento adequado do cérebro. Em estudo que será apresentado em março no 65º Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia, pesquisadores do Instituto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental, dos Estados Unidos, mostram que esse alimentos também podem aumentar o risco de depressão em adultos e em idosos.

O neurologista Honglei Chen, membro da Academia Americana de Neurologia, e a equipe comandada por ele avaliaram o consumo de bebidas açucaradas, dietéticas, cafés e chás há uma possível relação com a depressão. Em torno de 260 mil adultos americanos tiveram os hábitos alimentares acompanhados entre 1995 e 1996. Cerca de 10 anos depois, foram questionados sobre a existência do diagnósticos de depressão a partir de 2000. Os resultados sugerem que ingerir bebidas adoçadas, especialmente as dietéticas, está associado a um maior risco de depressão em adultos, enquanto a ingestão de café puro estaria ligado a um risco ligeiramente mais baixo.

De acordo com o estudo, indivíduos que beberam quatro ou mais latas ou copos de refrigerantes por dia tinham 30% mais chances de desenvolver depressão que aqueles que não consumiram a bebida. Já os que ingeriram bebidas de fruta industrializadas tinham um risco ainda maior: 38% se comparados àqueles que não ingerem bebidas açucaradas. Curiosamente, esse risco foi 10% menor para os que ingeriram quatro ou mais xícaras de café sem açúcar por dia.

A exata relação sobre a dosagem e a resposta do organismo varia de acordo com o tipo de bebida, alerta Chen. Um risco significativamente maior foi observado para uma ou mais lata de refrigerante, por exemplo, enquanto o mesmo foi observado para o consumo de quatro ou mais copos de bebidas de fruta. Ele explica que o estudo não foi desenhado inicialmente para avaliar a ação de açúcares e adoçantes artificiais, mas sim uma pesquisa global dos hábitos alimentares. “No questionário, pedimos a frequência de consumo de bebidas para cada tipo. As açucaradas, os cafés e os chás são consumidos em todo o mundo e têm importantes consequências na saúde física e mental”, considera. Chen planeja novos estudos prospectivos que confirmem os resultados encontrados.

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