Resposta Glicêmica de Alimentos Brasileiros

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Muitos estudos têm relacionado o consumo excessivo de carboidratos com a ocorrência de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Porém o tempo de digestão e absorção dos carboidratos podem ser bem variados e tem grande importância para o controle e prevenção de tais doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) – Doenças crônicas não transmissíveis; por esse motivo, vem crescendo o interesse sobre a resposta glicêmica produzida após o consumo dos alimentos, ou seja, o impacto sobre a glicemia.

A resposta glicêmica pode ser avaliada por dois índices, o índice glicêmico (IG) e carga glicêmica (CG). O IG é calculado a partir da glicemia encontrada no sangue em até duas horas após a ingestão de um determinado alimento fonte de carboidrato; é um índice qualitativo. A carga glicêmica (CG) relaciona a qualidade do carboidrato do alimento e a quantidade consumida desse alimento. A CG tem aplicação mais prática, podendo ser utilizada em prescrição de dietas e seleção dos alimentos, pois pode indicar a resposta glicêmica que um determinado alimento ou dieta pode provocar.

Por exemplo, o IG da banana (tendo como controle a glicose) é de em média 52. Porém, sua carga glicêmica é de 12, referente a uma porção de 120 g, contendo 24 g de carboidrato. Então, a banana possui valor médio de IG, mas baixo CG.

O consumo de alimentos contendo alta CG, ao longo do tempo, pode estar associado ao aumento do risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, doença coronariana, dentre outros. Por isso, alguns órgãos internacionais, como a FAO (Food and Agriculture Organization) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), se reuniram para elaborar um tabela com os valores de IG a partir de dois padrões (glicose e pão branco), CG, tamanho da porção e conteúdo de carboidrato, avaliando os alimentos mais consumidos em diferentes países.

Geralmente, os alimentos com carboidratos não-disponíveis, como cereais integrais, feijão e outros grãos, ricos em fibra alimentar, amido resistente ( banana verde, feijão preto, milho, cevada)e/ou frutanos proporcionam um aumento pequeno de glicose (baixos IG e CG) e da insulina na corrente sangüínea, mesmo após uma refeição rica em carboidratos. Esse tipo de carboidrato têm sido relacionado com a diminuição do apetite, e com níveis mais adequados de glicose, insulina e lipídios no sangue. O mesmo não acontece com os carboidratos disponíveis, açúcares e amido, presentes nos doces, batata, refrigerantes e alguns tipos de pães (altos IG e CG).

Informações dessa natureza, assim como das frações de carboidratos presentes nos alimentos, são mais uma ferramenta a ser utilizada na prevenção das DCNT e síndrome metabólica.

Valores de referência para índice glicêmico (IG), carga glicêmica (CG) e CG/dia

 

IG

IG*

CG

CG/dia

 

controle=pão

controle=glicose

Baixo (B)

≤75

≤55

≤10

≤80

Médio (M)

76-94

56-69

11-19

81-119

Alto (A)

≥95

≥70

≥20

≥120

*Para a obtenção de valores de IG (glicose=100%) multiplica-se por 0,7 o valor de IG (pão=100%) (SUGIRS, 2007).

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