Leite humano aditivado!!!

mãe ammentando

A natureza foi provida por Deus de tudo que o ser humano precisaria para viver. Ao longo do tempo, à medida que o ser humano foi se multiplicando e que o conhecimento foi se ampliando muito, novas tecnologias foram exploradas, com o objetivo de conservar os alimentos por mais tempo e torná-los mais fáceis e rápidos no preparo. Com isso, nutrientes foram retirados dos alimentos e outras substâncias foram adicionadas o que alterou a composição original do alimento, interferindo na sua absorção e assim na saúde e equilíbrio do organismo.

Muitos desses alimentos são alimentos enriquecidos, ou seja,  “melhores ou mais adequados” (do que a natureza?), com mais vitaminas e minerais. Mas aí veio ainda a interferência direta no leite humano, o que me incomoda bastante.

A utilização de aditivo de leite materno, com o objetivo de manter as vantagens do aleitamento e aumentar o aporte de nutrientes para bebês recém-nascidos com menos de 1,5 quilo (kg), pode diminuir a proteção destes às infecções por bactérias. O estudo in vitro da nutricionista Letícia Fuganti Campos indica que a aplicação ao leite humano de aditivo de leite materno suplementado com ferro na concentração de 0,28 miligramas (mg) por grama (g) de aditivo pode diminuir a capacidade do aleitamento de proteger contra infecções por Escherichia coli.

O leite materno possui, naturalmente, uma proteína chamada lactoferrina, que se liga a íons de ferro presentes na secreção. Com essa ação, o ferro, que é essencial para a maioria das bactérias patogênicas, não fica disponível em grande quantidade. Dessa forma, a lactoferrina diminui o crescimento do número dos patógenos e, consequentemente, a incidência de infecções nos bebês que consumirem o leite.

No entanto, por demanda nutricional de recém-nascidos com menos de 1,5 kg, acrescenta-se aditivo de ferro e outros nutrientes ao leite humano. O leite materno é o alimento ideal para ser ofertado ao recém-nascido. Com a pesquisa, a nutricionista intencionava ver se o acréscimo de aditivo de leite suplementado com ferro diminuía o efeito bactericida do leite. “O objetivo foi comparar o crescimento bacteriano no colostro puro versus colostro com aditivo de leite materno suplementado com ferro”, conta a nutricionista.

Testes
Em amostras de colostro, nome designado para o leite materno produzido até o sétimo dia após o parto, a nutricionista testou o crescimento das bactérias separadamente, depois de um dia inteiro de incubação em estufa. Letícia testouEscherichia coliStaphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, relacionadas a diversos tipos de infecções. O leite utilizado foi recolhido em até dois dias de pós-parto de mães internadas após parto normal, em um hospital no Paraná.

Os resultados entre colostro puro e colostro aditivado com leite humano suplementado com ferro, segundo a nutricionista, foram iguais paraStaphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. No entanto, para Escherichia coli, houve uma diferença significativa, com aumento do crescimento de microrganismos na presença do ferro do aditivo.

Em sua dissertação, Letícia enfatiza que mais estudos são necessários para identificar a quantidade de ferro que interfere na ação da lactoferrina em inibir o crescimento bacteriano.

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