Prebióticos, você sabe o que são e como agem?

Pre-e-probioticos

Prebióticos são definidos como carboidratos não-digeríveis que estimulam o crescimento e/ou a atividade de um grupo de bactérias no cólon, trazendo benefícios à saúde do indivíduo. Para exercer essas funções, algumas características são importantes: resistir à acidez gástrica, à hidrólise por enzimas intestinais e não ser absorvido pelo trato gastrintestinal (carboidratos não digeríveis). Dessa forma, são empregados como substrato para a microbiota intestinal, estimulando seletivamente a proliferação de bactérias que colaboram para o bem-estar e saúde do hospedeiro.

Em crianças pequenas, juntamente com outros fatores presentes na dieta, favorecem a proliferação de bífido bactérias no trato gastrintestinal.

O leite humano contém cerca de 1g/ 100 mL de oligossacarídeos com propriedades prebióticas, sintetizados a partir da redução da lactose. São mais de 130 tipos diferentes, com estrutura complexa e composição variável. Até o momento não foi possível obter, a partir de outras fontes naturais ou da síntese industrial, oligossacarídeos idênticos aos presentes no leite materno, que evidenciam estrutura muito complexa.

A ação dos prebióticos tem sido descrita na prevenção e no tratamento de algumas doenças.  Diante disso, alguns estudos foram conduzidos com o objetivo de verificar o efeito da suplementação de prebióticos na prevenção de diarréia em crianças que permaneciam em creches. Um dos mais recentes foi realizado com crianças peruanas de 6 a 12 meses de idade, randomizadas para receber cereal enriquecido com zinco com e sem oligofrutose (0,55 g/15 g de cereal), não se constatando diferença na incidência de diarréia entre os grupos avaliados. Benefícios no tratamento da diarréia aguda e da associada a antibióticos também não puderam ser comprovados nos ensaios clínicos recentes que empregaram diferentes misturas de prebióticos.

Os resultados da suplementação de prebióticos nas enfermidades alérgicas revelam-se mais promissores. A utilização da mistura de prebióticos (GOS:FOS 9:1) em fórmulas infantis para crianças com risco de alergia, nos primeiros seis meses de vida, reduziu a incidência de eczema atópico aos 2 anos de idade. O uso de prebióticos com probióticos (simbióticos) em crianças com dermatite atópica (moderada e grave), por três meses, mostrou melhora significativa dos sinais clínicos mensurados pelo SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis). Entretanto, ainda há poucos estudos que avaliam a utilização de prebióticos em enfermidades alérgicas e os existentes apresentam seguimento de curta duração.

Torna-se necessário o desenvolvimento de novos ensaios para que se possa preconizar a suplementação de forma rotineira e segura.

Etiquetas:, , ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: