Estudos e Pesquisas mostram as mudanças na alimentação e a maior incidência de obesidade e doenças correlacionadas

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Os nossos hábitos alimentares mudaram radicalmente durante o século XX. Nos primeiros 50 anos, especialmente no rescaldo imediato da Segunda Guerra Mundial, os alimentos eram apenas uma fonte de energia. Hoje, são também um fenômeno sensorial, cultural e social. Além de proporcionarem prazer, queremos que os alimentos reforcem a nossa saúde e bem estar. Além do mais, muitos de nós já não estão dispostos a gastar o escasso tempo de lazer na preparação de refeições elaboradas. A nossa comida tem de ser rápida e conveniente de preparar, bem como saudável e saborosa. Por último, esperamos que a nossa comida tenha um preço razoável.

Resumidamente: a nossa comida tem de ser saborosa, segura, barata, saudável, estar disponível todo o ano, “tão natural quanto possível”, diversificada e por vezes elegante ou exótica. Podemos dá-la por garantida, mas abastecer um mercado de mais de 350 milhões de pessoas, só na Europa central, não é uma tarefa fácil. Além disso, à medida que a população cresce, o número de produtores agrícolas está  diminuindo. Isto aumenta a pressão sobre os sistemas de transporte e armazenamento. No entanto, o progresso tecnológico na produção alimentar e as descobertas recentes nas ciências da nutrição resultaram em padrões de qualidade alimentar cada vez mais elevados e numa enorme diversidade dos alimentos.

Estudos e pesquisas têm mostrado que é incontestável que o Brasil e diversos países da América Latina estão experimentando nos últimos vinte anos uma rápida transição demográfica, epidemiológica e nutricional. No entanto, um ponto chama a atenção, o marcante aumento na prevalência de obesidade nos diversos subgrupos populacionais para quase todos os países latino-americanos. Dentro desse contexto, a obesidade se consolidou como agravo nutricional associado a uma alta incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, influenciando desta maneira, no perfil de morbi-mortalidade das populações.

Entende-se por transição nutricional, o fenômeno no qual ocorre uma inversão nos padrões de distribuição dos problemas nutricionais de uma dada população no tempo, ou seja, uma mudança na magnitude e no risco atribuível de agravos associados ao padrão de determinação de doenças atribuídas ao atraso e à modernidade, sendo em geral, uma passagem da desnutrição para a obesidade.

Em síntese, esses estudos confirmam a crescente magnitude da obesidade em crianças, adolescentes, adultos e mulheres em idade reprodutiva. Apontam como determinantes, o estilo de vida sedentário e o consumo de dietas inadequadas, e mais que tudo, clamam por uma maior diversidade de intervenções e apoio governamental com a implementação de ações claras de prevenção e combate à obesidade. A obesidade hoje não se resume mais a um problema presente apenas nos países ditos desenvolvidos, mas sim, afeta cada vez maiores parcelas dos estratos populacionais menos favorecidos.

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