Alimentos e seus benefícios

Dieta mediterrânea e azeite de oliva modificam a expressão de genes pró-inflamatórios

Pesquisadores espanhóis publicaram na revista científica The FASEB Journal um estudo que mostrou a capacidade da dieta mediterrânea em diminuir a atividade de genes inflamatórios quando associada com azeite de oliva virgem. 

Pesquisas científicas têm mostrado evidências consistentes sobre a dieta mediterrânea na redução do risco de doença arterial coronariana (DAC). Esta dieta possui alto teor de gordura monoinsaturada, sendo o azeite a sua principal fonte de gordura. Os principais benefícios deste óleo se deve à diminuição do risco para DAC, especialmente em melhorar o perfil lipídico, reduzir a oxidação lipídica e do DNA, diminuir resistência à insulina e inflamação. Estes efeitos benéficos atribuídos ao azeite de oliva, se deve ao alto teor de ácidos graxos monoinsaturados, além de outros componentes biologicamente ativos, como os polifenois.  

Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar se a dieta mediterrânea tradicional (DMT) e os polifenois presentes no azeite de oliva promovem mudanças na expressão de genes relacionados com a aterosclerose.

Foram também avaliados parâmetros como perfil lipídico, glicemia e proteínas relacionadas com o desenvolvimento da aterosclerose (IFN-γ [interferon gama] e MCP-1 [proteína quimiotática de monócitos-1). O consumo da dieta mediterrânea diminuiu a oxidação plasmática, o estado de inflamação e a expressão de genes relacionados com a inflamação, tais como: IFN-γ (interferon gama), IL7R (receptor de interleucina-7), ARHGAP15 (Rho GTPase-activating protein 15) e ADRB2 (receptor adrenérgico beta 2).

Todos esses efeitos foram particularmente observados na dieta com azeite de oliva virgem, rica em polifenois. A dieta mediterrânea com azeite de oliva virgem lavado (pouca quantidade de polifenois) não alterou a expressão desses genes em relação ao grupo controle.

Em estudos experimentais, o azeite também tem se mostrado capaz de influenciar as fases da carcinogênese, a composição da membrana celular, vias de transdução de sinais, fatores de transcrição, e genes supressores tumorais. “Nossos resultados indicam um papel significativo dos polifenois do azeite na regulação de genes pró-aterogênicos no contexto da dieta mediterrânea.

Portanto, os benefícios associados com a dieta mediterrânea e consumo de polifenois do azeite sobre o risco de doenças cardiovasculares pode ser mediada através da nutrigenômica”, concluem.

 

Dieta Mediterrânea

Um dos primeiros estudos publicado no New England Journal of Medicine em 2003 mostrou, em voluntários gregos, que a Dieta do Mediterrâneo reduziu a mortalidade por todas as causas. Cientistas chegaram à mesma conclusão no ano seguinte em um estudo publicado no Journal of American Medical Association que utilizou grupos de voluntários com mais de setenta anos, de dez países da Europa, e que fizeram à Dieta do Mediterrâneo, combinada com atividade física.

Outra pesquisa de 2005 demonstrou que um grupo de indivíduos com doença cardíaca que utilizaram a Dieta Mediterrânea, diminuíram muito a taxa de mortalidade em um período de quatro anos, quando comparados com cardíacos que não utilizaram a dieta. Este estudo foi publicado na revista científica Archives of Internal Medicine.

O QUE É A DIETA MEDITERRÂNEA

Dieta do Mediterrâneo é um tipo de alimentação específica de países da região do mar Mediterrâneo (Portugal, França, Itália, Grécia, Espanha, etc.). Este padrão de alimentação é formado de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas e, principalmente, azeite de oliva, óleo de canola, cereais pouco moídos e integrais, nozes e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho.

Vários estudos continuam confirmando estas observações. A conclusão é de que quanto mais a pessoa pratica a dieta mediterrânea tradicional, menor a chance de morrer por qualquer causa, incluindo câncer (risco menor de 24%) e doenças cardíacas (risco menor de 33%).

ALHO

Desde a Antiguidade acredita-se nos benefícios que o alho traz para a saúde humana. As culturas egípcia, indiana, grega e romana tinham a visão de que o alho continha propriedades profiláticas e terapêuticas. O primeiro a descrever o efeito bactericida do alho foi Louis Pasteur. Atualmente se reconhece cientificamente que o alho previne e trata infecções patogênicas, câncer e doenças cardiovasculares, tornando-se uma das ervas medicinais mais utilizados no mundo (1).

Os componentes sulfurados do alho, como a aliina, alicina, dialil sufeto, dentre outros, são os que se destacam como benéficos para a saúde humana, e que promovem o odor característico do alho. Além disso, a grande quantidade desses componentes presentes no alho diferencia-o dos outros vegetais pertencentes ao mesmo gênero Allium. O nome científico do alho é Allium sativum (2,3).

Além desses componentes sulfurados, encontram-se outros nutrientes na composição nutricional do alho, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) da Unicamp (4):

Alimento em 100g/nutriente Alho cru
Energia (kcal) 113
Proteína (g) 7
Lipídeos (g) 0,2
Carboidrato (g) 23,9
Fibra (g) 4,3
Cálcio (mg) 14
Fósforo (mg) 149
Sódio (mg) 5
Potássio (mg) 535
Magnésio (mg)

  

Azeite de Oliva

Um alimento indispensável em toda dieta sadia é o azeite de oliva virgem extra, sumo natural extraído da azeitona sem processos químicos nem misturas com outros azeites, que conserva o sabor, o aroma e todas as vitaminas do fruto com que é elaborado.

O azeite de oliva virgem extra contem vitamina A, vitamina E, polifenois, antioxidantes, que lhe oferecem propriedades como:

Regulador de colesterol.
Protetor do aparelho cardiovascular, digestivo e endócrino.
Ação terapêutica sobre a pele, por isso cresce sua utilização na indústria cosmética.
Protetor da visão.
Antioxidante a nível celular, porque retarda o envelhecimento celular pela inibição de gens relacionados com o cáncer ou oncogênesis conseguindo interromper o processo degenerativo de células normais a células cancerosas o bem reduzir o crescimento destas últimas.

Atualmente existe uma marcada aceitação deste alimento e um aumento de seu consumo em todas as idades pelos benefícios comprovados na saúde humana. Apesar de que não qualquer azeite de oliva oferece estes benefícios, devem ser azeites de máxima qualidade garantida.

OS TIPOS DE AZEITE DE OLIVA

A legislação européia distingue os tipos de azeite de oliva em função do procedimento utilizado para obter o azeite e o grau de acidez. A acidez de um azeite de oliva está determinada por seu conteúdo em ácidos gordurosos livres e se expressa pelos gramas de acido oleico por cada 100 gramas de azeite. Este grau de acidez não tem relação com a intensidade do sabor, se não que é uma medida para catalogar os azeites e sua qualidade. Sempre que compararmos dois azeites de oliva do mesmo tipo, por exemplo dois azeites de oliva virgem extra, o de menor acidez será o de maior qualidade.

Azeites de Oliva Virgens
Regulamento (CEE) nº 1638/98 DOCE 210 de 28/7/98Azeites obtidos a partir do fruto da oliveira unicamente por procedimentos mecânicos ou outros procedimentos físicos, em condições, especialmente térmicas, que não ocasionem a alteração do azeite e que não haja sofrido tratamento algum diferente do lavado, da decantação, ou centrifugado e a filtração, com exclusão dos azeites obtidos mediante dissolvente o por procedimento de reesterifcação e de qualquer mistura com azeites de outra natureza.

Azeite de Oliva Virgem Extra

Azeite de oliva virgem cuja acidez livre, expressada em ácido oleico, é menor ou igual 0,80 g por cada 100 g e cujas demais características correspondem as estabelecidas para esta categoria.

Azeite de Oliva Virgem

(em fase de produção e comercialização por atacado poderá empregar-se o termo “fino”)
Azeite de oliva virgem cuja acidez livre, expressada no ácido oléico, não supera 2 g por cada 100 g e cujas demais características são conformes as estabelecidas para a categoria.

Azeite de Oliva Virgem Corriente

Azeite de oliva virgem cuja acidez livre, expressada em ácido oléico, não supera 3,3g por cada 100 g e cujas demais características são conformes as estabelecidas para a categoria.

Azeite de Oliva Virgem Lampante

Aceite de oliva virgem cuja acidez livre, expressada em ácido oléico, é superior a 3,3 g por cada 100 g e cujas demais características são conformes as estabelecidas para a categoria.

Azeites de Oliva
Regulamento (CEE) nº 356/92 DOCE 39 de 15/2/92

Azeite de Oliva Refinado

É o azeite de oliva obtido mediante técnicas de refinado de azeites de oliva virgens, que não provoquem nem uma modificação da estrutura triglicerídea inicial, cuja acidez livre, expressada em ácido oléico, não poderá ser superior a 0,3 g por 100 g e cujas outras características são conformes as estabelecidas para esta categoria.

Aceite de Oliva

É o azeite de oliva constituído por uma mistura de azeite de oliva refinado e de azeites de oliva virgens aptos para o consumo na forma em que se obtém cuja acidez livre, expressada em ácido oléico não poderá ser superior a 1,0 g por 100 g e cujas demais características são conforme as estabelecidas para a categoria.

Dos mencionados anteriormente, só o Azeite de Oliva Virgem Extra, o Azeite de Oliva Virgem e o Azeite de Oliva se apresentam diretamente ao consumidor final.
Em ocasiões, devido a condições climáticas desfavoráveis ou deficiências no processo de elaboração, os azeites de oliva virgens apresentam um elevado grau de acidez ou um sabor, cor ou aroma defeituoso. Estes azeites, denominados Azeites Virgens Lampantes, devem passar um processo de refinação para corrigir tais defeitos. Graças a este processo, o grau de acidez se reduz a cor e o aroma defeituosos se eliminam. Desta forma se obtém o Azeite de Oliva Refinado, um produto que conserva a estrutura química do azeite de oliva, mas que não tem aroma nem sabor. Este produto não se comercializa, senão que se lhe incorpora certa quantidade de Azeite de Oliva Virgem Extra, Virgem o Virgem Corriente que lhe dará aroma e sabor. Desta forma se obtém a categoria de azeite denominada “Azeite de oliva”.

Azeites de Bagaço de Oliva
Regulamento (CEE) 356/92 DOCE 39 de 15/2/92

Azeites de Bagaço de Oliva cru

Azeite obtido mediante tratamento por dissolvente ou outros procedimentos físicos dos bagaços de oliva, com exclusão dos azeites obtidos por procedimentos de reesterificação e de qualquer mistura com azeites de outra natureza e cujas outras características são conformes as estabelecidas para esta categoria.

Azeites de Bagaço de Oliva refinado

Azeite obtido mediante o refinado de azeite de bagaço de oliva cru, cuja acidez livre, expressada em ácido oléico, não poderá ser superior a 0,3 g por 100 g e cujas outras características são conformes as estabelecidas para esta categoria.

Azeites de Bagaço de Oliva

Azeite constituído por uma mistura de azeite de bagaço de oliva refinado e de azeites de oliva virgens aptos para o consumo na forma em que se obtém, cuja acidez livre, expressada em ácido oléico, não poderá ser superior a 1,0 g por 100 g e cujas outras características são conformes as estabelecidas para esta categoria.

O bagaço de oliva é o resíduo sólido ou pasta que se obtém no processo de elaboração do azeite de oliva (durante o prensado o centrifugado). Este resíduo se trata com solventes para extrair o azeite que contem, obtendo assim o Azeite de Bagaço Cru, que ao não ser comestível deve submeter-se a um processo de refinado similar ao dos azeites de oliva virgens lampantes obtendo deste modo o Azeite de Bagaço Refinado. Este azeite, desprovido de sabor, cheiro e cor, se enriquece com azeites de oliva virgens comestíveis (diferentes do lampante) conseguindo assim o denominado “Azeite de Bagaço de Oliva”.

TOMATE

O tomate é considerado um fruto rico em nutrientes e vitaminas, fácil de encontrar nos supermercados e com baixo custo, todos podem incluí-lo facilmente na dieta alimentar.

Além de ser rico em nutrientes, sua variedade nas opções de preparo dá ao tomate um aspecto nobre e popular ao mesmo tempo, o que irá diferenciar será o modo de preparo e os acompanhamentos.
O licopeno é considerado o nutriente mais importante, pois possui propriedades antioxidantes que atuam diretamente no envelhecimento precoce e até mesmo na prevenção de alguns tipos de câncer.

Existem pesquisas que apontam o tomate como forte combatente contra os tumores de mama, bexiga, útero e próstata. A melhor maneira de se obter os benefícios do tomate é consumindo o fruto o mais natural possível, os sucos são uma ótima sugestão, ou então, aquecido em alta temperatura auxiliando a absorção pelo organismo e aumentando o seu valor nutritivo. 

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4 thoughts on “Alimentos e seus benefícios

  1. sonia h 04/01/2011 às 12:40 am Reply

    Sensasional, adorei essas informações de todo o site diga-se de passagem.
    Vou divulgar.

  2. sandra meirelis 28/01/2011 às 12:15 pm Reply

    Muito interessante essa matéria sobre o azeite e as outras também gostei muito. Como me informo por aqui. Muitas idéias, muitos esclarecimentos. Obrigada por tudo isso.

    • Alberto Fernandes Ervilha 03/06/2011 às 2:51 pm Reply

      Lamentavelmente, o brasileiro não é leitor assíduo das publicações pertinentes à saúde.
      Quantas doenças poderiam ser evitadas usando-se os alimentos indicados por competentes
      cidadãos. Parabéns pelas materias e artigos expostos. Se um em cada 100 navegadores das

  3. Alberto Fernandes Ervilha 03/06/2011 às 3:01 pm Reply

    Lamentavelmente, o brasileiro não é muito afeito a leituras pertinentes à saúde. Quantas vidas seriam salvas com u uso de alimentos adequados para preservação do bem estar.
    O maldito cigarro e o alcool continuam fazendo vitimas no mundo inteiro se bem que tem
    diminuido este numero. Se os conselhos para uma alimentação sadia forem intensificados
    como se faz com os dois vilões acima citados haverá um melhoria intensa.
    PARABÉNS a todos vocês por esta valiosa matéria exposta no computador.
    Abraços,
    Alberto F. Ervilha 03/06/2011

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