Arquivo da Categoria: Combinações de Alimentos

Imunidade

 

O corpo humano é perfeito. Nele se trava uma batalha intensa de 24hs e permanente com o intuito de mantê-lo saudável.  Na verdade temos portas abertas às infecções e o corpo assim, precisa de boas defesas para fazer frente a essa vulnerabilidade.  Alguns “eventos” causados por vírus e bactérias podem ficar silenciosos em nosso organismo apenas esperando o exato momento para se tornarem ativos.

É possível perceber que sua imunidade está baixa de diversas formas. As mais simples podem ser quando as unhas estão quebradiças, os cabelos caem mais do que o normal e gripes e resfriados tornam-se frequentes. No entanto, nosso corpo tem maneiras próprias de se proteger e é justamente aí que o sistema imunológico mostra seu papel.

Mas é possível evitar que as infecções se manifestem e que possamos fortalecer nosso sistema imunológico?

Como o nome já diz “sistema” depende de muitas variáveis para que atue eficazmente. Esta engrenagem está diretamente ligada à boa nutrição e hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas. Os alimentos industrializados, farinhas e refinados,  açúcar branco e aditivos químicos são capazes de produzir processos inflamatórios diversos.

Sem dúvida, a alimentação consciente e equilibrada pode sim produzir efeitos protetores e benéficos a nossa saúde, assim como o exercício físico regular, porém moderado.

Evidências epidemiológicas demonstram que o exercício moderado aumenta a resistência às infecções, no entanto, o treinamento muito intenso pode induzir à imunossupressão e aumentar o risco de infecções em atletas.

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Fitoestrógenos

soja

Os fitoestrógenos, ou seja, substâncias com base vegetal que expressam características semelhantes às dos hormônios, pertencem a outro grupo de fitoquímicos.

Os feijões e as lentilhas podem conter elevados níveis de fitoestrógenos. Pensa-se, supõe-se que o consumo relativamente elevado de produtos de soja na Ásia é uma das razões para a ocorrência comparativamente baixa do câncer da mama nestes países. O papel dos fitoestrógenos na prevenção de determinados tipos de câncer da mama está sendo investigado.

Os fitoestrógenos, tais como as isoflavonas encontram-se entre os mais valiosos fitoquímicos. Parecem baixar o risco das doenças cardíacas ao inibir a formação de coágulos sanguíneos. Os estudos demonstram que ajudam a prevenir ou a aliviar os sintomas da osteoporose ou menopausa ao substituírem o estrogênio quando a produção decai nas mulheres na menopausa.

Substância da planta Classe Composto Efeitos possíveis
Frutos e legumes amarelos, laranjas e vermelhos, verduras Carotenoides Betacaroteno, licopeno, xantofilas Antioxidante, anticancerígeno, modulador imunológico
Diferentes sementes e óleos de plantas Fitoesteróis Beta-sitosterina, ésteres de estanóis Baixa a ingestão do colesterol
Mostarda, couve-rábano, brócolos, rábano Glucosinolatos e os seus metabolitos Indol, isotiocianatos, sinigrina Antimicrobiano, anticancerígeno
Outros extratos de frutas (por exemplo, uvas), legumes e grãos Polifenóis Ácidos fenólicos, flavonóides Anticancerígeno, antimicrobiano, antioxidante
Leguminosas, grãos Proteínas Inibidores da protéase Antioxidante, anticancerígeno, baixa o nível de glicose no sangue
Hortelã-pimenta, citrinos Monoterpenos, limonóides Mentol, limoneno Anticancerígeno
Leguminosas, grãos inteiros, linhaça Fitoestrógenos Lignanos, isoflavonas (por exemplo, a genisteína, a daidzeína) Anticancerígeno, antioxidante (ao atuar como os oestrogéneos ou os antioestrogéneos)
Cebola, alho Sulfidos e metabolitos Aliína e metabolitos Anticancerígeno, antimicrobiano, baixa a pressão arterial
Mirtilos Desconhecido Desconhecido Prevenção das infeções bacterianas do trato urinário
Aveia, cevada Fibra solúvel Betaglucano Baixa o colesterol

Estudo revela que as refeições dentro das empresas, podem influenciar positivamente sua qualidade

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Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP e do Instituto de Saúde e Sociedade da UNIFESP, publicaram estudo na Revista de Nutrição demonstra que o local onde as refeições são preparadas influencia a sua qualidade. O estudo é uma proposta inovadora, pois é o primeiro no país a avaliar a qualidade da refeição pelo local específico de seu preparo.

A pesquisa foi realizada com 815 trabalhadores adultos da cidade de São Paulo. Para avaliar a alimentação dos trabalhadores foram utilizados dados de recordatório alimentar de 24 horas. O estudo avaliou o almoço realizado em três diferentes locais:  domicílio (refeição preparada em casa, independente do local de consumo), local de trabalho (almoço preparado em restaurante institucional localizado no ambiente de trabalho) e restaurantes comerciais (restaurantes por quilo, à la carte e fast food).

Para avaliar a qualidade da refeições a pesquisa avaliou as calorias consumidas, a densidade energética das refeições, consumo de nutrientes selecionados (carboidratos, proteínas, gorduras, fibras) e de 10 grupos de alimentos, baseados nas diretrizes do Guia alimentar para a população brasileira (cereais, tubérculos e raízes; hortaliças; frutas; leguminosas; carnes e ovos; leite e derivados; óleos e gorduras; doces e açúcares).

A pesquisa relevou que as refeições realizadas no restaurante da empresa, apresentaram menor densidade energética e maior consumo de fibras, hortaliças, frutas, leguminosas do que as realizadas no domicílio e em restaurantes comerciais. Em contrapartida, as refeições realizadas em restaurantes comerciais foram mais “desequilibradas”, com maiores quantidades de gorduras, proteínas e maior participação de carnes e frituras.

Diante destes resultados, os autores concluem que há uma grande e benéfica influência na qualidade da alimentação, quando oferecida por uma empresa consciente da necessidade de se oferecer refeições balanceadas e programadas por um nutricionista. Assim, é importante avaliar com cuidado, o custo/benefício de se prestar esse serviço dentro das empresas, visto que favoreceu o menor consumo de energia e estimulou o maior consumo de frutas, hortaliças, fibras e leguminosas, quando comparada com a alimentação realizada no domicílio e em restaurantes comerciais. Concluindo,estes estudos reforçam a importância de se incentivar a instalação de restaurantes dentro das empresas participantes, uma vez que a oferta de alimentação saudável orientada por um nutricionista, favorece melhores condições de saúde aos seus funcionários. 

 

 

Zinco, importância na vida humana

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Recentes pesquisas experimentais e clínicas têm reforçado a importância do zinco na saúde humana.

O zinco possibilita várias funções bioquímicas, pois é componente de inúmeras enzimas, dentre estas, álcool desidrogenase, superóxido dismutase, anidrase carbônica, fosfatase alcalina e enzimas do sistema nervoso central. Participa na divisão celular, expressão genética, processos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, na transcrição genética, na morte celular, age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares, além de participar da função imune e desenvolvimento cognitivo.

Sua deficiência pode causar alterações fisiológicas como, hipogonadismo deficiência no desenvolvimento dos órgãos sexuais), danos oxidativos, alterações do sistema imune, hipogeusia (diminuição,congênita ou patológica, da sensação relacionada ao paladar, ao gosto), danos neuropsicológicos e dermatites. Assim, devido a inúmeras pesquisas referentes a este mineral, este trabalho teve como objetivo mostrar os aspectos atuais sobre a essencialidade do zinco na nutrição humana.

O zinco está presente em todas as células animais e vegetais. Trata-se de um elemento necessário à síntese do ADN (material genético) e à regeneração dos tecidos, fundamental para o crescimento e desenvolvimento durante a infância.

O Zinco está presente em todo o nosso organismo. E sua presença é importante no desempenho de vários sistemas e em funções essenciais, como a digestão, reprodução e crescimento. A lista de benefícios que lhe é atribuída é longa.

O zinco está presente numa grande variedade de alimentos e, por isso, em princípio, uma dieta variada consegue fornecer um consumo adequado do mesmo: 7 mg por dia para mulheres e 9 mg para os homens.

Fontes Alimentares de Zinco
Alimentos
Zinco (mg/100 g)
Ostras frescas
45,0 – 75,0
Amêijoas
21,0
Gérmen de trigo, farelo de trigo
13 – 16
Castanha do Brasil
7.0
Carnes
4,5 – 8,5
Queijo parmesão
4,0
Ervilhas secas
4,0
Avelãs
3,5
Gema de ovo
3,5
Amendoins
3,0
Sardinhas
3,0
Frango
2,85
Nozes
2,25
Pão de trigo
1,65
Grão de Bico
1,4
Camarões
1,15
Ovo inteiro
1,1
Leite
0,75

Fontes:

Estudos e Pesquisas mostram as mudanças na alimentação e a maior incidência de obesidade e doenças correlacionadas

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Os nossos hábitos alimentares mudaram radicalmente durante o século XX. Nos primeiros 50 anos, especialmente no rescaldo imediato da Segunda Guerra Mundial, os alimentos eram apenas uma fonte de energia. Hoje, são também um fenômeno sensorial, cultural e social. Além de proporcionarem prazer, queremos que os alimentos reforcem a nossa saúde e bem estar. Além do mais, muitos de nós já não estão dispostos a gastar o escasso tempo de lazer na preparação de refeições elaboradas. A nossa comida tem de ser rápida e conveniente de preparar, bem como saudável e saborosa. Por último, esperamos que a nossa comida tenha um preço razoável.

Resumidamente: a nossa comida tem de ser saborosa, segura, barata, saudável, estar disponível todo o ano, “tão natural quanto possível”, diversificada e por vezes elegante ou exótica. Podemos dá-la por garantida, mas abastecer um mercado de mais de 350 milhões de pessoas, só na Europa central, não é uma tarefa fácil. Além disso, à medida que a população cresce, o número de produtores agrícolas está  diminuindo. Isto aumenta a pressão sobre os sistemas de transporte e armazenamento. No entanto, o progresso tecnológico na produção alimentar e as descobertas recentes nas ciências da nutrição resultaram em padrões de qualidade alimentar cada vez mais elevados e numa enorme diversidade dos alimentos.

Estudos e pesquisas têm mostrado que é incontestável que o Brasil e diversos países da América Latina estão experimentando nos últimos vinte anos uma rápida transição demográfica, epidemiológica e nutricional. No entanto, um ponto chama a atenção, o marcante aumento na prevalência de obesidade nos diversos subgrupos populacionais para quase todos os países latino-americanos. Dentro desse contexto, a obesidade se consolidou como agravo nutricional associado a uma alta incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, influenciando desta maneira, no perfil de morbi-mortalidade das populações.

Entende-se por transição nutricional, o fenômeno no qual ocorre uma inversão nos padrões de distribuição dos problemas nutricionais de uma dada população no tempo, ou seja, uma mudança na magnitude e no risco atribuível de agravos associados ao padrão de determinação de doenças atribuídas ao atraso e à modernidade, sendo em geral, uma passagem da desnutrição para a obesidade.

Em síntese, esses estudos confirmam a crescente magnitude da obesidade em crianças, adolescentes, adultos e mulheres em idade reprodutiva. Apontam como determinantes, o estilo de vida sedentário e o consumo de dietas inadequadas, e mais que tudo, clamam por uma maior diversidade de intervenções e apoio governamental com a implementação de ações claras de prevenção e combate à obesidade. A obesidade hoje não se resume mais a um problema presente apenas nos países ditos desenvolvidos, mas sim, afeta cada vez maiores parcelas dos estratos populacionais menos favorecidos.

O que é dispepsia funcional e sua relação com hábitos alimentares

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A dispepsia caracteriza-se por um conjunto de sintomas relacionados ao trato gastrin­testinal superior, como dor, queimação ou desconforto na região superior do abdômen, que podem estar associados à saciedade preco­ce, empachamento pós-prandial, náuseas, vômitos, sensação de distensão abdominal, cujo aparecimento ou piora dos sintomas pode ou não estar relacionado à alimentação ou ao estresse.
A dispepsia funcional, por sua vez, também conhecida como dispepsia não ulcerosa ou síndrome dispéptica é uma desordem heterogênea em que não se consegue identificar a causa para os seus sintomas. O mecanismo fisiopatológico ainda é desconhecido e o tratamento ainda não está totalmente estabelecido

Embora várias definições sejam usadas para descrever a dispepsia funcional, a mais comum é a dor, queimação ou desconforto crônico ou recorrente. De acordo com a classificação de Roma III, a dispepsia funcional está dividida em duas categorias principais: a síndrome do desconforto pós-prandial e a síndrome de dor epigástrica.
A dieta e o estilo de vida podem estar diretamente relacionados com os sintomas na dispepsia funcional. Os fatores potenciais relacionados com a dieta são a ingestão calórica total e a composição de nutrientes das refeições. Já os fatores relacionados com o estilo de vida incluem o exercício físico, tabagismo, hábitos de sono, bem como o estado emocional (incluindo estresse e ansiedade).
Os alimentos ricos em gordura, carboidratos simples, leite e derivados, frutas cítricas, alimentos condimentados, café e bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores relacionados com o aumento dos sintomas. No entanto, os estudos nessa área ainda são inconsistentes.
A tabela a seguir mostra as associações encontradas entre os sintomas dispépticos específicos e a influência da ingestão de alguns alimentos:

340--TabelaDispepsiaFuncionaleditada

Fonte: Adaptado de Feinle-Bisset & Azpiroz, 2013.
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