Arquivo da Categoria: dietas, dietas de emagrecimento

Fitoestrógenos

soja

Os fitoestrógenos, ou seja, substâncias com base vegetal que expressam características semelhantes às dos hormônios, pertencem a outro grupo de fitoquímicos.

Os feijões e as lentilhas podem conter elevados níveis de fitoestrógenos. Pensa-se, supõe-se que o consumo relativamente elevado de produtos de soja na Ásia é uma das razões para a ocorrência comparativamente baixa do câncer da mama nestes países. O papel dos fitoestrógenos na prevenção de determinados tipos de câncer da mama está sendo investigado.

Os fitoestrógenos, tais como as isoflavonas encontram-se entre os mais valiosos fitoquímicos. Parecem baixar o risco das doenças cardíacas ao inibir a formação de coágulos sanguíneos. Os estudos demonstram que ajudam a prevenir ou a aliviar os sintomas da osteoporose ou menopausa ao substituírem o estrogênio quando a produção decai nas mulheres na menopausa.

Substância da planta Classe Composto Efeitos possíveis
Frutos e legumes amarelos, laranjas e vermelhos, verduras Carotenoides Betacaroteno, licopeno, xantofilas Antioxidante, anticancerígeno, modulador imunológico
Diferentes sementes e óleos de plantas Fitoesteróis Beta-sitosterina, ésteres de estanóis Baixa a ingestão do colesterol
Mostarda, couve-rábano, brócolos, rábano Glucosinolatos e os seus metabolitos Indol, isotiocianatos, sinigrina Antimicrobiano, anticancerígeno
Outros extratos de frutas (por exemplo, uvas), legumes e grãos Polifenóis Ácidos fenólicos, flavonóides Anticancerígeno, antimicrobiano, antioxidante
Leguminosas, grãos Proteínas Inibidores da protéase Antioxidante, anticancerígeno, baixa o nível de glicose no sangue
Hortelã-pimenta, citrinos Monoterpenos, limonóides Mentol, limoneno Anticancerígeno
Leguminosas, grãos inteiros, linhaça Fitoestrógenos Lignanos, isoflavonas (por exemplo, a genisteína, a daidzeína) Anticancerígeno, antioxidante (ao atuar como os oestrogéneos ou os antioestrogéneos)
Cebola, alho Sulfidos e metabolitos Aliína e metabolitos Anticancerígeno, antimicrobiano, baixa a pressão arterial
Mirtilos Desconhecido Desconhecido Prevenção das infeções bacterianas do trato urinário
Aveia, cevada Fibra solúvel Betaglucano Baixa o colesterol
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Estudo revela que as refeições dentro das empresas, podem influenciar positivamente sua qualidade

Salada-mista

Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP e do Instituto de Saúde e Sociedade da UNIFESP, publicaram estudo na Revista de Nutrição demonstra que o local onde as refeições são preparadas influencia a sua qualidade. O estudo é uma proposta inovadora, pois é o primeiro no país a avaliar a qualidade da refeição pelo local específico de seu preparo.

A pesquisa foi realizada com 815 trabalhadores adultos da cidade de São Paulo. Para avaliar a alimentação dos trabalhadores foram utilizados dados de recordatório alimentar de 24 horas. O estudo avaliou o almoço realizado em três diferentes locais:  domicílio (refeição preparada em casa, independente do local de consumo), local de trabalho (almoço preparado em restaurante institucional localizado no ambiente de trabalho) e restaurantes comerciais (restaurantes por quilo, à la carte e fast food).

Para avaliar a qualidade da refeições a pesquisa avaliou as calorias consumidas, a densidade energética das refeições, consumo de nutrientes selecionados (carboidratos, proteínas, gorduras, fibras) e de 10 grupos de alimentos, baseados nas diretrizes do Guia alimentar para a população brasileira (cereais, tubérculos e raízes; hortaliças; frutas; leguminosas; carnes e ovos; leite e derivados; óleos e gorduras; doces e açúcares).

A pesquisa relevou que as refeições realizadas no restaurante da empresa, apresentaram menor densidade energética e maior consumo de fibras, hortaliças, frutas, leguminosas do que as realizadas no domicílio e em restaurantes comerciais. Em contrapartida, as refeições realizadas em restaurantes comerciais foram mais “desequilibradas”, com maiores quantidades de gorduras, proteínas e maior participação de carnes e frituras.

Diante destes resultados, os autores concluem que há uma grande e benéfica influência na qualidade da alimentação, quando oferecida por uma empresa consciente da necessidade de se oferecer refeições balanceadas e programadas por um nutricionista. Assim, é importante avaliar com cuidado, o custo/benefício de se prestar esse serviço dentro das empresas, visto que favoreceu o menor consumo de energia e estimulou o maior consumo de frutas, hortaliças, fibras e leguminosas, quando comparada com a alimentação realizada no domicílio e em restaurantes comerciais. Concluindo,estes estudos reforçam a importância de se incentivar a instalação de restaurantes dentro das empresas participantes, uma vez que a oferta de alimentação saudável orientada por um nutricionista, favorece melhores condições de saúde aos seus funcionários. 

 

 

Estudos e Pesquisas mostram as mudanças na alimentação e a maior incidência de obesidade e doenças correlacionadas

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Os nossos hábitos alimentares mudaram radicalmente durante o século XX. Nos primeiros 50 anos, especialmente no rescaldo imediato da Segunda Guerra Mundial, os alimentos eram apenas uma fonte de energia. Hoje, são também um fenômeno sensorial, cultural e social. Além de proporcionarem prazer, queremos que os alimentos reforcem a nossa saúde e bem estar. Além do mais, muitos de nós já não estão dispostos a gastar o escasso tempo de lazer na preparação de refeições elaboradas. A nossa comida tem de ser rápida e conveniente de preparar, bem como saudável e saborosa. Por último, esperamos que a nossa comida tenha um preço razoável.

Resumidamente: a nossa comida tem de ser saborosa, segura, barata, saudável, estar disponível todo o ano, “tão natural quanto possível”, diversificada e por vezes elegante ou exótica. Podemos dá-la por garantida, mas abastecer um mercado de mais de 350 milhões de pessoas, só na Europa central, não é uma tarefa fácil. Além disso, à medida que a população cresce, o número de produtores agrícolas está  diminuindo. Isto aumenta a pressão sobre os sistemas de transporte e armazenamento. No entanto, o progresso tecnológico na produção alimentar e as descobertas recentes nas ciências da nutrição resultaram em padrões de qualidade alimentar cada vez mais elevados e numa enorme diversidade dos alimentos.

Estudos e pesquisas têm mostrado que é incontestável que o Brasil e diversos países da América Latina estão experimentando nos últimos vinte anos uma rápida transição demográfica, epidemiológica e nutricional. No entanto, um ponto chama a atenção, o marcante aumento na prevalência de obesidade nos diversos subgrupos populacionais para quase todos os países latino-americanos. Dentro desse contexto, a obesidade se consolidou como agravo nutricional associado a uma alta incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, influenciando desta maneira, no perfil de morbi-mortalidade das populações.

Entende-se por transição nutricional, o fenômeno no qual ocorre uma inversão nos padrões de distribuição dos problemas nutricionais de uma dada população no tempo, ou seja, uma mudança na magnitude e no risco atribuível de agravos associados ao padrão de determinação de doenças atribuídas ao atraso e à modernidade, sendo em geral, uma passagem da desnutrição para a obesidade.

Em síntese, esses estudos confirmam a crescente magnitude da obesidade em crianças, adolescentes, adultos e mulheres em idade reprodutiva. Apontam como determinantes, o estilo de vida sedentário e o consumo de dietas inadequadas, e mais que tudo, clamam por uma maior diversidade de intervenções e apoio governamental com a implementação de ações claras de prevenção e combate à obesidade. A obesidade hoje não se resume mais a um problema presente apenas nos países ditos desenvolvidos, mas sim, afeta cada vez maiores parcelas dos estratos populacionais menos favorecidos.