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Suplementos Nutricionais

Suplementos nutricionais viraram moda e são usados com frequência, inclusive por auto medicação.

Sua aplicação é positiva e indicada em muitos casos, mas devem ser usados por orientação profissional.

Os suplementos orais podem, sem dúvida, causar impacto positivo na qualidade de vida do paciente por meio da melhora do estado nutricional, redução de complicações e até mortalidade, mas devem ser muito bem estabelecidos os critérios de prescrição e os objetivos a serem alcançados.

Devido ao aumento de evidências científicas de seu benefício, o uso e prescrição de suplementos nutricionais orais têm aumentado em ambiente hospitalar e domiciliar, em pacientes com patologias diversas (como câncer, fibrose cística, doenças gastrintestinais, hepáticas, pulmonares, diabetes, entre outras), estados nutricionais diversos, bem como diferentes faixas etárias, de crianças a idosos

Estudo prospectivo realizado na França, referente ao uso de suplementos orais em população acima de 70 anos e desnutrida, apontou economia média de 195 euros por paciente idoso desnutrido ingerindo suplemento, após um ano de acompanhamento. Essa redução foi basicamente devido à redução significativa de cuidados médicos.

De maneira geral, pacientes idosos desnutridos, hospitalizados ou não, se beneficiam da ingestão de suplementos orais. Após análise de 55 estudos , envolvendo 9.187 participantes, a conclusão de recente estudo é que nesta população, o uso de suplementos orais melhora o estado nutricional e parece reduzir a mortalidade e complicações hospitalares. No entanto, ainda faltam evidências que suportem o uso do suplemento de rotina, de modo domiciliar e em idosos adequadamente nutridos.
Para finalizar, vale acrescentar que os benefícios do uso de suplementos orais existem e são apontados em diversos estudos clínicos. Entretanto, ainda é preciso determinar o tipo, a quantidade e a frequência de consumo necessários para produzir um efeito satisfatório e adequado a curto e longo prazos, em parâmetros clínicos, nutricionais e qualidade de vida.

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Estudo revela que as refeições dentro das empresas, podem influenciar positivamente sua qualidade

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Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP e do Instituto de Saúde e Sociedade da UNIFESP, publicaram estudo na Revista de Nutrição demonstra que o local onde as refeições são preparadas influencia a sua qualidade. O estudo é uma proposta inovadora, pois é o primeiro no país a avaliar a qualidade da refeição pelo local específico de seu preparo.

A pesquisa foi realizada com 815 trabalhadores adultos da cidade de São Paulo. Para avaliar a alimentação dos trabalhadores foram utilizados dados de recordatório alimentar de 24 horas. O estudo avaliou o almoço realizado em três diferentes locais:  domicílio (refeição preparada em casa, independente do local de consumo), local de trabalho (almoço preparado em restaurante institucional localizado no ambiente de trabalho) e restaurantes comerciais (restaurantes por quilo, à la carte e fast food).

Para avaliar a qualidade da refeições a pesquisa avaliou as calorias consumidas, a densidade energética das refeições, consumo de nutrientes selecionados (carboidratos, proteínas, gorduras, fibras) e de 10 grupos de alimentos, baseados nas diretrizes do Guia alimentar para a população brasileira (cereais, tubérculos e raízes; hortaliças; frutas; leguminosas; carnes e ovos; leite e derivados; óleos e gorduras; doces e açúcares).

A pesquisa relevou que as refeições realizadas no restaurante da empresa, apresentaram menor densidade energética e maior consumo de fibras, hortaliças, frutas, leguminosas do que as realizadas no domicílio e em restaurantes comerciais. Em contrapartida, as refeições realizadas em restaurantes comerciais foram mais “desequilibradas”, com maiores quantidades de gorduras, proteínas e maior participação de carnes e frituras.

Diante destes resultados, os autores concluem que há uma grande e benéfica influência na qualidade da alimentação, quando oferecida por uma empresa consciente da necessidade de se oferecer refeições balanceadas e programadas por um nutricionista. Assim, é importante avaliar com cuidado, o custo/benefício de se prestar esse serviço dentro das empresas, visto que favoreceu o menor consumo de energia e estimulou o maior consumo de frutas, hortaliças, fibras e leguminosas, quando comparada com a alimentação realizada no domicílio e em restaurantes comerciais. Concluindo,estes estudos reforçam a importância de se incentivar a instalação de restaurantes dentro das empresas participantes, uma vez que a oferta de alimentação saudável orientada por um nutricionista, favorece melhores condições de saúde aos seus funcionários. 

 

 

Zinco, importância na vida humana

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Recentes pesquisas experimentais e clínicas têm reforçado a importância do zinco na saúde humana.

O zinco possibilita várias funções bioquímicas, pois é componente de inúmeras enzimas, dentre estas, álcool desidrogenase, superóxido dismutase, anidrase carbônica, fosfatase alcalina e enzimas do sistema nervoso central. Participa na divisão celular, expressão genética, processos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, na transcrição genética, na morte celular, age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares, além de participar da função imune e desenvolvimento cognitivo.

Sua deficiência pode causar alterações fisiológicas como, hipogonadismo deficiência no desenvolvimento dos órgãos sexuais), danos oxidativos, alterações do sistema imune, hipogeusia (diminuição,congênita ou patológica, da sensação relacionada ao paladar, ao gosto), danos neuropsicológicos e dermatites. Assim, devido a inúmeras pesquisas referentes a este mineral, este trabalho teve como objetivo mostrar os aspectos atuais sobre a essencialidade do zinco na nutrição humana.

O zinco está presente em todas as células animais e vegetais. Trata-se de um elemento necessário à síntese do ADN (material genético) e à regeneração dos tecidos, fundamental para o crescimento e desenvolvimento durante a infância.

O Zinco está presente em todo o nosso organismo. E sua presença é importante no desempenho de vários sistemas e em funções essenciais, como a digestão, reprodução e crescimento. A lista de benefícios que lhe é atribuída é longa.

O zinco está presente numa grande variedade de alimentos e, por isso, em princípio, uma dieta variada consegue fornecer um consumo adequado do mesmo: 7 mg por dia para mulheres e 9 mg para os homens.

Fontes Alimentares de Zinco
Alimentos
Zinco (mg/100 g)
Ostras frescas
45,0 – 75,0
Amêijoas
21,0
Gérmen de trigo, farelo de trigo
13 – 16
Castanha do Brasil
7.0
Carnes
4,5 – 8,5
Queijo parmesão
4,0
Ervilhas secas
4,0
Avelãs
3,5
Gema de ovo
3,5
Amendoins
3,0
Sardinhas
3,0
Frango
2,85
Nozes
2,25
Pão de trigo
1,65
Grão de Bico
1,4
Camarões
1,15
Ovo inteiro
1,1
Leite
0,75

Fontes:

Estudos e Pesquisas mostram as mudanças na alimentação e a maior incidência de obesidade e doenças correlacionadas

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Os nossos hábitos alimentares mudaram radicalmente durante o século XX. Nos primeiros 50 anos, especialmente no rescaldo imediato da Segunda Guerra Mundial, os alimentos eram apenas uma fonte de energia. Hoje, são também um fenômeno sensorial, cultural e social. Além de proporcionarem prazer, queremos que os alimentos reforcem a nossa saúde e bem estar. Além do mais, muitos de nós já não estão dispostos a gastar o escasso tempo de lazer na preparação de refeições elaboradas. A nossa comida tem de ser rápida e conveniente de preparar, bem como saudável e saborosa. Por último, esperamos que a nossa comida tenha um preço razoável.

Resumidamente: a nossa comida tem de ser saborosa, segura, barata, saudável, estar disponível todo o ano, “tão natural quanto possível”, diversificada e por vezes elegante ou exótica. Podemos dá-la por garantida, mas abastecer um mercado de mais de 350 milhões de pessoas, só na Europa central, não é uma tarefa fácil. Além disso, à medida que a população cresce, o número de produtores agrícolas está  diminuindo. Isto aumenta a pressão sobre os sistemas de transporte e armazenamento. No entanto, o progresso tecnológico na produção alimentar e as descobertas recentes nas ciências da nutrição resultaram em padrões de qualidade alimentar cada vez mais elevados e numa enorme diversidade dos alimentos.

Estudos e pesquisas têm mostrado que é incontestável que o Brasil e diversos países da América Latina estão experimentando nos últimos vinte anos uma rápida transição demográfica, epidemiológica e nutricional. No entanto, um ponto chama a atenção, o marcante aumento na prevalência de obesidade nos diversos subgrupos populacionais para quase todos os países latino-americanos. Dentro desse contexto, a obesidade se consolidou como agravo nutricional associado a uma alta incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, influenciando desta maneira, no perfil de morbi-mortalidade das populações.

Entende-se por transição nutricional, o fenômeno no qual ocorre uma inversão nos padrões de distribuição dos problemas nutricionais de uma dada população no tempo, ou seja, uma mudança na magnitude e no risco atribuível de agravos associados ao padrão de determinação de doenças atribuídas ao atraso e à modernidade, sendo em geral, uma passagem da desnutrição para a obesidade.

Em síntese, esses estudos confirmam a crescente magnitude da obesidade em crianças, adolescentes, adultos e mulheres em idade reprodutiva. Apontam como determinantes, o estilo de vida sedentário e o consumo de dietas inadequadas, e mais que tudo, clamam por uma maior diversidade de intervenções e apoio governamental com a implementação de ações claras de prevenção e combate à obesidade. A obesidade hoje não se resume mais a um problema presente apenas nos países ditos desenvolvidos, mas sim, afeta cada vez maiores parcelas dos estratos populacionais menos favorecidos.

Meu filho não come 3 – seletividade

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Mas diante da resistência da criança à alimentação, como proceder?

Alguns autores sugerem que sejam listadas as preferências das crianças e que, semanalmente, sejam acrescentados dois novos alimentos com texturas similares ao grupo original. Para aqueles que só comem purês, a viscosidade deve ser aumentada gradualmente, reduzindo a água ou acrescentando batata, além de estar sempre oferecendo alimentos duros, que podem ser pegos com as mãos.

Outros autores sugerem que na transição para os alimentos sólidos, devam-se oferecer alimentos semi-sólidos, como cenoura bem cozida, batata cozida, que estimulariam a criança a experimentar alimentos mais sólidos. Crianças que bebem muito leite devem ter a quantidade de alimentos semi-sólidos e sólidos aumentada progressivamente. Frente à solicitação de leite, os pais devem oferecer um outro alimento, que a criança goste, para que aprenda a diferenciar a fome da sede.

Os pais devem se preparar para a resistência de seus filhos diante das novas atitudes. Por isso ajam naturalmente, sem expectativas ou ansiedades. Os novos alimentos tendem a ser rejeitados, portanto a oferta deve ser repetida várias vezes em dias diferentes e/ou em refeições diferentes; pois é através da experiência que as crianças aprendem e desenvolvem as associações entre as características sensoriais dos alimentos, o contexto social e as conseqüências fisiológicas e psicológicas de alimentar-se.

As inovações dietéticas podem aumentar a ingestão de alimentos, assim como a monotonia alimentar (repetição frequente do mesmo cardápio) tende a acarretar a diminuição do apetite. Desta forma, a avaliação do cardápio habitual deve ser feita, com a sugestão de alimentos adequados à idade da criança, variando sua composição, utilizando equivalentes, e realizando mudanças nas preparações e apresentação. SPOCK56 observa que uma simples mudança no tempero é capaz de estimular a criança seletiva a comer outros alimentos, desejáveis. Porém, há limites de paladar.

Existem algumas linhas de conduta por vezes diversas, para a criança seletiva (https://lenitamunhoz.wordpress.com/2014/03/07/meu-filho-nao-come/), porém em alguns pontos todos autores são unânimes: a família deve ser orientada para que o ambiente nas refeições seja descontraído, amistoso, e a atmosfera seja determinada por uma boa conversa e pelo olhar cúmplice dos pais. A criança não deve ser ameaçada, pois quando chorosa, triste ou medrosa não consegue comer.  É recomendável que no início, se permita que a criança se alimente sozinha, manipulando os alimentos, mesmo se sujando, sem se preocupar com as boas maneiras durante as refeições, para que ela sinta o prazer do alimento. Em síntese, ambiente calmo e pais relaxados promovem a auto confiança da criança, que obtém o prazer natural em alimentar-se.

A educação nutricional é a conduta preventiva da seletividade alimentar da criança. Tem como objetivo desenvolver atitudes adequadas em relação ao alimento, considerando aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais. O conhecimento sobre como e o que comer é o primeiro degrau para obter um comportamento alimentar saudável. Mesmo em casos de seletividade alimentar já estabelecida, há espaço para a reeducação nutricional do binômio mãe/filho. O conhecimento instiga à mudança, mas só obtém resultado quando as pessoas desejam mudar.

Restringir o glúten da dieta favorece o emagrecimento?

427171_265985296808734_264220393651891_665815_311429889_nAté o momento não existe nenhuma evidência científica que justifique a restrição total do glúten na dieta para promover a perda de peso de pacientes com sobrepeso ou obesidade, que não tenham doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. De maneira geral, a adesão ao padrão alimentar sem glúten pode resultar em baixa ingestão de alimentos ricos em carboidratos que, de forma indireta, pode favorecer a perda de peso.

Poucas pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de investigar o papel da restrição ao glúten no emagrecimento. Recentemente, Soares e colaboradores, em 2013, realizaram um estudo em ratos com o objetivo de avaliar o efeito de uma dieta isenta de glúten sob o peso corporal, adiposidade, perfil inflamatório do tecido adiposo e homeostase da glicose. Os pesquisadores observaram efeitos benéficos de dietas sem glúten em reduzir o ganho de adiposidade, inflamação e resistência à insulina. Entretanto, os dados ainda são preliminares para justificar uma recomendação de restrição ao glúten entre os pacientes com excesso de peso.

De acordo com o parecer do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3), publicado em dezembro de 2011, “a recomendação de restrição de consumo de glúten deve ser destinada aos pacientes com diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, de dermatite herpetiforme, de alergia ao glúten, ou quando, eliminada a hipótese de doença celíaca, haja diagnóstico clínico confirmado de sensibilidade ao glúten (também denominada como intolerância ao glúten–não celíaca). Deve-se salientar que o diagnóstico clínico é de competência exclusiva do médico”. O documento ainda reforça que “o descumprimento dessa diretriz oferece indícios de infringência ao código de ética do nutricionista por desrespeito ao princípio fundamental explicitado no seu artigo 1º e pelo descumprimento do artigo 6º, inciso VI, sujeitando os infratores a processo disciplinar e às penalidades previstas na legislação”. (Nutritotal)

Meu filho não come 2 – uso de suplementos

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Muitas vezes a alimentação dos filhos se torna um fardo pesado que exige paciência, tempo e persistência. Por isso, muitos problemas alimentares não dizem respeito à relação direta com o alimento, mas são decorrentes de conflitos oriundos das relações intra familiares que acontecem no âmbito alimentar.

Por essa razão, freqüentemente, é observado o pedido dos pais (avós e cuidadores) para a prescrição de estimulantes do apetite, juntamente com suplementos vitamínicos e minerais. A ânsia de que seu filho coma, e o receio da desnutrição e doenças “por falta de resistência”, assustam os responsáveis. É claro que uso de estimulantes do apetite tem o seu lugar, mas a utilização deve ser cuidadosa, criteriosa e refletir o entendimento da origem, e não apenas servir como um paliativo na substituição de uma adequada investigação de cada caso e um diagnóstico, ou mesmo da alimentação convencional.

Outro aspecto é o da indicação de suplementos vitamínicos à criança seletiva (https://lenitamunhoz.wordpress.com/2014/03/07/meu-filho-nao-come/). Uma investigação realizada com escolares indianos cujo padrão alimentar era monótono e com inadequações de cálcio, ferro, zinco, vitamina A, riboflavina, acido ascórbico e folato mostrou que tanto a suplementação medicamentosa como a fortificação alimentar favoreceram melhoria do estado geral de saúde.

Os pais que procuram os profissionais da área da saúde esperam, de modo geral, algo além da tranqüilização; querem sugestões práticas que facilitem seu dia a dia, e que levem seu filho a comer adequadamente, de acordo com suas expectativas. Observamos e entendemos a angustia dos pais, mas também precisamos elucidar que determinados comportamentos por parte desses pais, não favorecem a melhora do quadro, que por vezes, nem é tão preocupante. Além disso, a pesquisa e diagnóstico nem sempre são tão rápidos e com resultados tão imediatos.

Por isso, a avaliação de cada caso deve ser feita com cuidado e de forma criteriosa por um bom profissional que explicará a esses pais cada etapa do tratamento e das atitudes a serem tomadas, além da necessidade da prescrição de suplementos ou não.