Obesidade Infantil

Hoje, as estatísticas nos mostram que a obesidade infantil tem crescido de forma alarmante no mundo ocidental. O relatório de 2003 da International Obesity Task Force (IOTF),para a Organização Mundial de Saúde estima que aproximadamente 10% dos indivíduos entre 5 e 17 anos apresentam excesso de gordura corporal, sendo que em torno de 3% são obesos. Isso corresponderia, no ano de 2000, a 155 milhões de crianças com excesso de peso e de 30 a 45 milhões de crianças obesas em todo o mundo. Só que essa pesquisa foi feita há 10 anos atrás e de lá para cá, esses números aumentaram assustadoramente.

No Brasil repete-se o modelo da prevalência mundial, como revelam as pesquisas e 40,6% da população adulta brasileira apresenta excesso de peso. Nas crianças, estudos nacionais demonstram prevalências excesso de peso que variam de 10,8% e 33,8% em diferentes regiões.

Um ponto relevante sobre a prevalência da gordura corporal excessiva na infância, refere-se à precocidade com que podem surgir efeitos danosos à saúde, além das relações existentes entre obesidade infantil e sua persistência até a vida adulta.

Por isso, dediquei uma página exclusiva para obesidade infantil, onde abordarei esse assunto de diversas maneiras, dando dicas, orientações, esclarecimentos e respondendo a perguntas e dúvidas sobre o assunto.

   Riscos
   A obesidade infantil é considerada um risco para a saúde pois está associada a doenças: do coração, diabetes tipo 2, asma, apneia do sono, entre outros. As crianças e adolescentes obesos podem manifestar estas doenças na própria infância ou apresentar maior risco para as desenvolverem na idade adulta.Crianças e adolescentes obesos apresentam elevados fatores de risco para as doenças cardiovasculares (DCV) devido aos altos níveis de colesterol sanguíneo, hipertensão e tolerância anormal à glicose. Segundo alguns autores, em uma amostra de população com idades entre 5 e 17 anos, aproximadamente 60% das crianças com sobrepeso apresentam ao menos um fator de risco para DCV, enquanto que 25% desse total apresentaram dois ou mais fatores de risco.Diabetes e intolerância à glicose, colesterol elevado, hipertensão, antes problemas de saúde comuns entre adultos obesos,  passam a emergir como problemas de saúde relacionados à obesidade infantil. Este quadro de saúde pode resultar em outras complicações mais graves, como DCV e falência renal.Na presença de asma, as vias respiratórias se tornam semi-bloqueadas ou estreitadas devido ao excesso de peso, causando a dificuldade de respiração.  A apneia do sono é a complicação menos frequente em crianças obesas, ocorrendo em apenas 7% desta população, segundo estudos.

Além disso, crianças e adolescentes com obesidade podem apresentar distúrbios psicossociais, pois são alvos precoces de discriminação, ganhar apelidos, serem excluídos de brincadeiras infantis, etc. Esse estresse psicossocial pode causar baixa auto estima que, por sua vez, pode prejudicar as funções escolares e sociais, podendo persistir na fase adulta.

Vamos cuidar de nossas crianças. Ás vezes, uns momentos de satisfação dos filhos, podem custar caro para a saúde deles. Diga não sempre que os exageros alimentares ameaçarem o bem estar de seus filhos.

Alimentos que NÃO devem ser consumidos habitualmente:

  • Biscoitos salgados – snacks do tipo Doritos, Fandangos, salgadinhos de pacote, etc. São muito ricos em sódio e gorduras e acostumam a criança com quantidades elevadas de sal.
  • Biscoitos recheados – são ricos em gorduras trans e de alto valor calórico
  • Hamburgers – podem ser consumidos, mas evite que sejam acompanhados de maioneses, batatas fritas em quantidade e refrigerantes duplos.
  • Refrigerantes – limite aos fins-de-semana, assim como os alimentos mais calóricos e gordurosos como pizzas, etc.
  • Sucos em pó
  • Miojo ou similares – são fritos para que tenham essas características e são de alto valor calórico, sem falar dos molhos que acompanham esses alimentos, riquíssimos em sódio.
  • Frituras

Como deve então ser a alimentação do dia a dia?

Uma alimentação variada com arroz, feijão (ou lentilha, grão de bico, ervilha), verduras, legumes e frutas. Os pães devem ser integrais, assim como o arroz, pois são mais nutritivos e aumentam a sensação de saciedade. Os sucos devem ser naturais e o peixe deve estar presente ao menos 2x por semana.

Ao invés de fritar faça as preparações no forno, mesmo os empanados.

Vá devagarinho mudando os hábitos alimentares de sua casa. Vá testando novas receitas com os alimentos que normalmente são rejeitados e você poderá se surpreender com os resultados.

Peso Elevado ao Nascer e Obesidade

Peso elevado ao nascer, também tem sido alvo de estudos, já que pode estar relacionado com sobrepeso e obesidade, na infância e adolescência. Nos EUA, um estudo mostrou que 1 Kg a mais no peso ao nascer de crianças a termo,estava associado a 50% de aumento do risco de excesso de peso entre 9 e 14 anos (Gillman e Cols, 2003). Os estudos são controversos quanto a essa associação, mas há fortes evidências dessa associação.

Recem nascidos grandes para a idade gestacional, apresentam proporções maiores de gordura corporal e relativamente menos massa muscular do que crianças que nasceram com peso adequado para a idade gestacional.

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