Linhaça, um maravilhoso “remédio”.

linhaca

Vários estudos já comprovaram a eficácia da linhaça para a saúde. Melhora as funções intestinais, baixa o perfil lipídico entre outros benefícios, como vemos abaixo.

Os resultados para colesterol total foram investigados em 28 estudos e um total de 1548 participantes, enquanto o LDL foi estudado em 27 artigos, somando 1471 indivíduos. A redução nos níveis de colesterol total foi significante para a maioria da população em questão. Já a redução de LDL, foi considerada ainda mais significativa.

As maiores reduções no colesterol total foram observadas com o uso da semente de linhaça inteira e com suplementação de lignanas. Similarmente, as concentrações de LDL diminuíram com a semente de linhaça e com lignanas (ambas – 0,16 mmol/L). Não houve mudanças significativas na concentração sérica de colesterol total e LDL com o uso do óleo de semente de linhaça.

Outra pesquisa publicada na revista Hemodialysis International demonstrou que o consumo de linhaça melhorou a dislipidemia e reduziu a inflamação sistêmica em pacientes renais em hemodiálide (HD).

Foram avaliados trinta pacientes em tratamento de HD apresentando dislipidemia, que foi considerada quando os níveis séricos de triacilglicerois foram maiores que 200 mg/dL e/ou quando os níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) foram menores que 40 mg/dL.

Os indivíduos do grupo linhaça receberam 40 g/dia de semente de linhaça marrom (contendo 13,5 g de lipídios e 6,7 g de fibra), na forma de dois pacotes de 20 g, por um período de 8 semanas. Os indivíduos foram instruídos a consumir a semente de linhaça triturada com bebidas frias, iogurte e na salada durante o almoço e jantar. Os pacientes do grupo controle foram convidados a continuar a sua dieta habitual e evitar o consumo de produtos que continham linhaça durante o estudo. Todos os indivíduos foram orientados a não mudar seus hábitos alimentares e nível de atividade física.

Os pesquisadores avaliaram os pacientes no início e no final de 8 semanas e observaram diminuição significante no grupo que consumiu a linhaça nos níveis séricos de triacilglicerois (média de 293 mg/dL para 201 mg/dL, p<0,01), colesterol total (média de 234 mg/dL para 199 mg/dL, p<0,01) e de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c com média de 148 mg/dL para 123 mg/dL, p<0,01), acompanhado de aumento dos níveis de HDL-c (média de 37 mg/dL para 43 mg/dL). Além disso, foi verificada diminuição significativa nos níveis séricos de proteína C-reativa (PCR), um marcador de inflamação sistêmica (média de 4,8 mg/dL para 3,0 mg/dL, p<0,05).

Segundo os autores, a inflamação e as alterações no perfil lipídico são dois importantes fatores de risco para doença cardiovascular em pacientes que estão em hemodiálise.

“Com base em estudos anteriores, o efeito hipocolesterolêmico da linhaça é devido ao seu elevado teor de fibras solúveis e lignanas. As lignanas fazem parte do grupo de fitoestrógenos que inibem enzimas envolvidas na síntese de colesterol. Já as fibras solúveis em água podem reduzir a absorção intestinal de colesterol da dieta e aumentar a secreção de ácido biliar. Além disso, o efeito anti-inflamatório do consumo de linhaça parece ser devido seu elevado conteúdo de ácido graxo alfa-linolênico, um membro da família dos ácidos graxos ômega-3, que reduz a produção de citocinas inflamatórias. Por estas razões este estudo indica que o consumo de linhaça melhora anormalidades lipídicas e reduz a inflamação sistêmica em pacientes que estão em hemodiálise, concluem os autores.(Nutritotal).

Fibromialgia e creatina

fibromialgia

O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como indisposição, fadiga, distúrbios do sono e dor que incomoda bastante. Muitas vezes as pessoas receberam  um diagnóstico nebuloso de “fibrosite”, isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”.

Pesquisadores brasileiros do Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia (Lacre) da Universidade de São Paulo publicaram na revista Arthritis Care and Research um estudo que demonstrou efeitos benéficos da suplementação de creatina em pacientes com fibromialgia por melhorar a força muscular.

Trata-se de um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo que avaliou 28 pacientes com fibromialgia. Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos em dois grupos: grupo creatina e grupo placebo. O grupo creatina recebeu 20 g de creatina monohidratada durante cinco dias, divididos em quatro doses iguais, consumidos durante as refeições. Ao término desses cinco dias, os pacientes passaram a receber uma única dose de 5 g/dia de creatina monohidratada até completar 16 semanas de suplementação. Os dois grupos, creatina e placebo, passaram por programa de treinamento físico no Lacre, durante o tratamento.

Os pacientes foram avaliados no início e após 16 semanas. Foram investigados parâmetros que avaliaram a função muscular, condicionamento aeróbio, função cognitiva, qualidade do sono, qualidade de vida, função renal e os efeitos adversos.

Após a intervenção, o grupo creatina apresentou maior teor de fosfocreatina intramuscular, quando comparado com o grupo placebo (80,3% e 2,7%, respectivamente, p=0,04). Segundo os pesquisadores, o músculo com mais fosfocreatina tem mais fonte de energia para produzir força. Por essa razão, o grupo creatina apresentou maior força muscular do que o grupo placebo (p=0,002). A força isométrica também foi maior no grupo creatina do que no grupo placebo (p=0,007). De acordo com os autores, não houve diferença entre os grupos em relação à ingestão alimentar e não houve efeitos adversos com a suplementação.

“A fibromialgia é uma síndrome crônica de etiologia desconhecida, caracterizada por dor generalizada, disfunção e deficiência muscular, fadiga, distúrbios psicológicos, disfunção cognitiva e do sono, além de distúrbios do humor. A suplementação com creatina foi recentemente reconhecida com potencial para o tratamento adjuvante de diversos tipos de doenças, incluindo as caracterizadas por perda e disfunção de massa muscular, com baixa massa óssea, doenças do sistema nervoso central e distúrbios metabólicos”, destacam os autores. Entretanto, segundo os autores, este foi o primeiro estudo randomizado e controlado realizado para investigar a eficácia e a segurança da suplementação de creatina em pacientes com fibromialgia.

“Esses resultados revelam o potencial da suplementação de creatina como uma intervenção dietética útil para melhorar a função muscular em pacientes com fibromialgia”, concluem.

Prebióticos, você sabe o que são e como agem?

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Prebióticos são definidos como carboidratos não-digeríveis que estimulam o crescimento e/ou a atividade de um grupo de bactérias no cólon, trazendo benefícios à saúde do indivíduo. Para exercer essas funções, algumas características são importantes: resistir à acidez gástrica, à hidrólise por enzimas intestinais e não ser absorvido pelo trato gastrintestinal (carboidratos não digeríveis). Dessa forma, são empregados como substrato para a microbiota intestinal, estimulando seletivamente a proliferação de bactérias que colaboram para o bem-estar e saúde do hospedeiro.

Em crianças pequenas, juntamente com outros fatores presentes na dieta, favorecem a proliferação de bífido bactérias no trato gastrintestinal.

O leite humano contém cerca de 1g/ 100 mL de oligossacarídeos com propriedades prebióticas, sintetizados a partir da redução da lactose. São mais de 130 tipos diferentes, com estrutura complexa e composição variável. Até o momento não foi possível obter, a partir de outras fontes naturais ou da síntese industrial, oligossacarídeos idênticos aos presentes no leite materno, que evidenciam estrutura muito complexa.

A ação dos prebióticos tem sido descrita na prevenção e no tratamento de algumas doenças.  Diante disso, alguns estudos foram conduzidos com o objetivo de verificar o efeito da suplementação de prebióticos na prevenção de diarréia em crianças que permaneciam em creches. Um dos mais recentes foi realizado com crianças peruanas de 6 a 12 meses de idade, randomizadas para receber cereal enriquecido com zinco com e sem oligofrutose (0,55 g/15 g de cereal), não se constatando diferença na incidência de diarréia entre os grupos avaliados. Benefícios no tratamento da diarréia aguda e da associada a antibióticos também não puderam ser comprovados nos ensaios clínicos recentes que empregaram diferentes misturas de prebióticos.

Os resultados da suplementação de prebióticos nas enfermidades alérgicas revelam-se mais promissores. A utilização da mistura de prebióticos (GOS:FOS 9:1) em fórmulas infantis para crianças com risco de alergia, nos primeiros seis meses de vida, reduziu a incidência de eczema atópico aos 2 anos de idade. O uso de prebióticos com probióticos (simbióticos) em crianças com dermatite atópica (moderada e grave), por três meses, mostrou melhora significativa dos sinais clínicos mensurados pelo SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis). Entretanto, ainda há poucos estudos que avaliam a utilização de prebióticos em enfermidades alérgicas e os existentes apresentam seguimento de curta duração.

Torna-se necessário o desenvolvimento de novos ensaios para que se possa preconizar a suplementação de forma rotineira e segura.

Isotônicos ou energéticos?

 

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É comum hoje observarmos nas academias e nos bares o consumo de bebidas isotônicas e energéticas, mas como saber a aplicação e o limite de consumo? O que e como se deve consumir após os exercícios físicos?Qual a diferença entre energéticos e isotônicos?
Essas bebidas foram desenvolvidas para melhorar o desempenho esportivo. Durante os exercícios, perdemos água e eletrólitos e precisamos repor isso, com critério após exercícios intensos.
Entre isotônicos e energéticos, existem diferenças na composição nutricional, por isso a indicação tem com objetivos diferentes. A bebida isotônica tem o objetivo de repor as perdas hidroeletrolíticas durante a prática de exercícios, enquanto a bebida energética, por ter ação estimulante, tem o objetivo de aumentar a concentração e a resistência durante o exercício.

As bebidas isotônicas são líquidos que apresentam osmolaridade muito próximo a dos fluidos corporais (280-340 mosmol/kg). Essa propriedade faz com os isotônicos sejam rapidamente absorvidos após o consumo.

Neste sentido, o termo isotônico refere-se à tonicidade, ou seja, diz respeito à concentração iônica de um líquido em relação ao sangue. Um líquido pode ser hipotônico, quando sua concentração é menor que a do sangue, hipertônico quando a concentração é maior ou isotônico quando a concentração é igual a do sangue.

As bebidas isotônicas são consideradas suplementos hidroeletrolíticos com o objetivo de evitar a desidratação durante a prática esportiva.
Os isotônicos geralmente apresentam em sua composição básica sódio, potássio, cloreto e glicose, além de conter corantes, aromatizantes artificiais e conservantes. Podem ser encontrados na forma de pós, concentrados ou líquido pronto para beber.
As bebidas isotônicas devem conter baixo teor de carboidratos para garantir um rápido esvaziamento gástrico e levar menos tempo para atingir os tecidos que necessitam de hidratação e, assim, garantir uma rápida e eficiente reposição hidroeletrolítica. Além disso, não devem ser gaseificadas, pois os gases podem causar a distensão das paredes intestinais e a sensação de peso no estômago.

Já os energéticos têm como característica a presença de substâncias com ação estimulante do sistema nervoso central. Foram desenvolvidas com o objetivo de melhorar a resistência física, reações mais velozes, aumentar a concentração, evitar sono, proporcionar sensação de bem-estar, estimular o metabolismo e ajudar a eliminar substâncias nocivas do organismo humano.

De modo geral, as bebidas energéticas possuem em sua composição básica sacarose, glucose, taurina (400 mg/100ml a 1000 mg/250ml), inositol, cafeína (15-32 mg/100ml a 80 mg/250ml), glucoronalactona, vitaminas do complexo B e vitamina C, acidulantes (ácido cítrico ou ácido pantotênico), reguladores de acidez (citrato de sódio), conservantes, corantes e aromatizantes.

Alergias, um mal frequente nos dias atuais

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As doenças alérgicas têm se tornado frequentes no mundo moderno, tais como asma, rinite, conjuntivite, alergia alimentar (AA), dermatites, etc.

Além da interferência na qualidade de vida, tais doenças apresentam altos custos, tanto diretos como indiretos, quando consideramos perda de trabalho por parte dos pais e mesmo queda da frequência escolar de crianças e adolescentes.

A prevalência das doenças alérgicas tem aumentado, e vários fatores são apontados como possíveis responsáveis por esta situação, tais como: o modo de vida moderno, que nos põe em contato com alérgenos ambientais; o menor contato com microorganismos que poderiam estimular o sistema imune e gerar uma resposta protetora contra alergia; e a introdução de novos alérgenos potenciais na dieta pela aquisição de novos hábitos dietéticos.

Alguns outros fatores podem agir em associação aos anteriormente citados,entre eles o fumo e o aumento da frequência de partos cesáreos, entre outros.

Entre todas as doenças alérgicas destaca-se a alergia alimentar, em especial aquela desencadeada pelo leite de vaca (LV), já que este alimento é o primeiro a ser introduzido à criança após a exclusão do leite materno (LM). A alergia ao LV apresenta prevalência de cerca de 2,5% nas crianças nos primeiros anos de vida.

As doenças alérgicas resultam da interação da genética com os fatores ambientais e dietéticos. Como a intervenção na herança genética não é tão acessível até o momento, as estratégias se referem aos fatores ambientais e à interferência na dieta. Estas ações podem ser realizadas em vários períodos da vida, inclusive durante a gravidez, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. 

A American Dietetic Association (ADA), em 2009, elaborou um documento reforçando a necessidade do incentivo ao aleitamento materno que afirma:

“É posição da American Dietetic Association que o aleitamento materno exclusivo promove ótima proteção nutricional e à saúde nos primeiros 6 meses de vida e que o aleitamento materno com alimentação complementar dos 6 até os 12 meses de idade é o padrão alimentar ideal para as crianças desta faixa etária. O aleitamento materno é uma importante estratégia de saúde pública, melhorando a morbidade e a mortalidade de crianças e auxiliando nos custos em relação aos cuidados com o controle de saúde”.

A importância da amamentação se reflete na vida da criança, dando a ela mais imunidade e menos sensibilidade aos alérgenos. Mães amamentem seus filhos. O benefício se estenderá a toda família.

Fonte: Dra Cristina Miuki

Festas Infantis Originais

Agora está super na moda as festas infantis saudáveis. Os buffets estão se esmerando nisso e “os globais” estão aderindo direto.

Ao invés de salgadinhos fritos, são de forno. Ao invés de docinhos, há gelatinas coloridas ou docinhos com legumes completamente disfarçados. Ao invés de refrigerantes, coqueteis de frutas e milk shakes. Os sanduichinhos com pães integrais e coloridos pela adição de legumes.

As crianças rejeitam?? De jeito nenhum, é um sucesso. Criança em festa quer brincar, comer o que tiver e se divertir. Elas aceitam super bem e nem pensam sobre o que estão comendo.

Vejam as fotos, que legais. Que tal experimentar um jeito da moda diferente de fazer as coisas?

A relação entre Asma e vitamina D.

alimentos com vit. D

Segundo estudos, a Vit D confere um efeito protetor significativo contra crises de asma em amostras representativas da população. Em asmáticos crônicos,  é comum a insuficiência de vitamina D e é possível associar a risco de crises intensas.

 Estudos bem conduzidos demonstram que a resposta ao corticoide tópico nasal em pacientes com rinite alérgica, a resposta à imunoterapia específica com alérgenos e a melhora com corticoide inalatório em asmáticos são superiores quando os níveis séricos de vitamina D são normais.

Numa pesquisa realizada com 48 crianças entre 5 e 18 anos, foram avaliados os efeitos da suplementação de Vit D sobre os sintomas, função pulmonar e o número de crises com diagnóstico recente. Os resultados apontaram que com níveis mais baixos de Vit D haviam manifestações clínicas mais intensas da asma. Após 6 meses de tratamento, havia melhora dos sintomas da asma e na função pulmonar. Como observação secundária foi observado que a suplementação de Vit D nos meses de outono e inverno prevenia o declínio das concentrações sanguíneas de 25(OH)D e reduzia o risco de crises da asma desencadeadas por infecções das vias aéreas. Os autores especulam que a Vit D estimula o sistema imunológico inato e adaptativo na resposta antimicrobiana e simultaneamente reduz as consequências do processo inflamatório da asma. As doses empregadas neste estudo foram as recomendadas pelo Institute of Medicine, mas claramente insuficientes para aumentar os níveis séricos de 25(OH)D. Apesar disto, a resposta clínica foi significativa. Este é o primeiro estudo prospectivo mostrando que o controle da asma em crianças pode ser facilitado pela suplementação de Vit D.

Mesmo assim, mais estudos são necessários para que se recomende a suplementação de vit. D para a prevenção da asma e outras doenças, a não ser àquelas já conhecidas relacionadas ao metabolismo ósseo.